segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dieta dos hominídeos misturava mais plantas do que a dos primatas

A dieta mantida pelos ancestrais do homem moderno era diferente da dos primatas. Os hominídeos comiam algumas plantas a mais do que os companheiros de quatro patas, revela uma série de estudos de cientistas norte-americanos publicados na PNAS, a revista da Academia Americana de Ciências.


Os primeiros hominídeos que viviam na África pegavam alimentos de árvores e arbustos, assim como fazem os macacos até hoje. Os Australopithecus anamensis tinham uma dieta basicamente de plantas de fotossíntese C3 (frutos e folhas de árvores e arbustos) achadas no Quênia há cerca de 4 milhões de anos.

Mas 3,5 milhões de anos atrás, os Kenyanthropus platyops passaram a colocar plantas de clima quente no prato – como cactos, suculentas e milhos, que passam pelo processo de fotossíntese C4 -, se diferenciando dos hábitos alimentares dos gorilas e dos chimpanzés. A descoberta foi feita pela equipe de Thure Cerling, da Universidade de Utah, após análise dos isótopos de carbonos presentes nos esmaltes dos dentes fossilizados de vários hominídeos e primatas africanos.

Jonathan Wynn, da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa, liderou um estudo que chegou aos mesmos resultados, mas em outra região. O Australopithecus afarensis, a espécie quase totalmente bípede da famosa fêmea “Lucy”, também misturava fontes de alimentos C3 e C4 na Etiópia , também no mesmo período que o Kenyanthropus.

Por volta de 2,5 milhões de anos atrás, Cerling constatou que os hominídeos que povoavam a África oriental se dividiram em dois grupos: o gênero Homo, que manteve essa alimentação mais “rica”, enquanto o Paranthropus consumia apenas alimentos C4.

 (Fonte: UOL)