segunda-feira, 1 de julho de 2013

Planeta descoberto pode ser o mais leve fora do Sistema Solar

Astrônomos identificaram o que pode ser o planeta com menor massa fora do Sistema Solar já observado de forma direta, por meio de um telescópio terrestre.
A descoberta a cerca de 300 anos-luz de distância do nosso planeta, na constelação de Carina ou Quilha, foi feita pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), instalado no Deserto do Atacama, no norte do Chile.

Os resultados da pesquisa, que envolveu autores de países como França, Suíça, Alemanha, Itália, Holanda, EUA e Chile, serão publicados na revista especializada “Astrophysical Journal Letters”.

O planeta gigante HD 95086 b tem de quatro a cinco vezes a massa de Júpiter – o maior do Sistema Solar, equivalente a 318 Terras – e orbita uma estrela brilhante chamada HD 95086, que tem uma temperatura de 700º C, está rodeada por um disco de detritos e fica a uma distância de 56 vezes entre o nosso planeta e o Sol.

As observações foram feitas em raios infravermelhos, por uma técnica conhecida como imagem diferencial, que aumenta o contraste entre o planeta e a estrela hospedeira, cuja massa é pouco maior que a do Sol.

Esse astro tem “apenas” entre 10 e 17 milhões de anos, o que leva os astrônomos a pensar que o novo planeta se formou provavelmente no interior do disco cheio de gás e poeira que envolve a estrela.

De acordo com a astrofísica francesa Anna-Marie Lagrange, interações entre o planeta e o disco podem ter feito o corpo celeste se deslocar do lugar onde “nasceu”.

Observações indiretas – Até agora, quase mil exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) já foram detectados indiretamente, pelo método de trânsito (fenômeno durante o qual um astro passa por outro maior e bloqueia sua visão) ou de velocidade radial (velocidade com que um objeto se aproxima ou se afasta do observador). Mas apenas uma dúzia deles foi achada por observação direta, com instrumentos em solo ou no espaço.

O principal autor da pesquisa, Julien Rameau, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, na França, explica que obter imagens de planetas de forma direta requer o uso de técnicas extremamente complexas.

Segundo os cientistas, a descoberta poderá ajudar a entender a formação e a evolução dos planetas gigantes e dos sistemas planetários.

 (Fonte: G1)