quarta-feira, 6 de março de 2013

Meteorito da Rússia era composto de minerais e níquel

Um meteorito que explodiu sobre os montes Urais, na Rússia, e que espalhou bolas de fogo pelo céu em fevereiro é composto, em sua maior parte, de minerais de silicatos como olivina e ortopiroxênio, disseram geólogos russos. Os fragmentos também contêm níquel e sulfureto de ferro, segundo agências internacionais.

Os pedaços foram cedidos aos pesquisadores por um morador de uma aldeia da região onde houve a queda. Em menor medida, foram encontrados cromo, clinopiroxênio e plagioclásio. As análises foram realizadas por especialistas do Instituto de Geologia e Mineralogia da Academia de Ciências da Rússia, vinculados ao departamento siberiano.

Segundo a nota oficial, o estudo dos meteoritos é fundamental para a reconstrução dos períodos iniciais do sistema solar, já que esses corpos celestes incluem os componentes que originalmente criaram os planetas.

Apesar das baixas temperaturas e da abundante neve, os especialistas da Universidade dos Urais seguem procurando fragmentos de meteorito. O maior foi encontrado nesta semana e pesava em torno de 1 kg.

A queda do objeto do espaço deixou um grande buraco no fundo do lago gelado de Cherbakul, segundo agências internacionais. O maior fragmento do meteorito foi encontrado no fundo da água.

Os cientistas são contra a “coleta indiscriminada” dos restos do meteorito pela população, já que isso acaba deixando a comunidade científica sem um valioso material de investigação sobre a história do Universo.

O meteorito, que deixou mais de 1,5 mil feridos na Rússia, sendo 319 crianças, possuía uma massa de até 10 mil toneladas no momento em que explodiu na atmosfera, e é o maior que caiu sobre a Terra desde 1908, afirma a agência espacial americana (Nasa).

Venda de fragmentos – Entusiastas amadores estimam que os pedaços de rocha espacial possam valer até 66 mil rublos (US$ 2.200) por grama – mais de 40 vezes a atual cotação do ouro. O fato deu início a uma “corrida do meteorito” nos arredores da cidade industrial de Chelyabinsk, onde foi registrada a queda.

A explosão do dia 15 de fevereiro e a onda de choque que veio depois estilhaçaram vidraças, feriram cerca de 1,5 mil pessoas e causaram prejuízo de US$ 33 milhões em danos, segundo autoridades locais.

No entanto, a confirmação de que o corpo celeste, tratado inicialmente por meteoro, era na verdade um meteorito veio quando cientistas da Universidade Federal dos Urais afirmaram que fragmentos encontrados no Lago Chebarkul, na região de Chelyabinsk, eram partes de um meteorito.

Estudo feito com partículas dos fragmentos encontrados na região do Lago Chebarkul, que está congelado, apontaram que o material tinha características de um meteorito condrito ordinário, contendo em sua composição 10% de ferro.

(Fonte: G1)