sexta-feira, 8 de março de 2013

Curso incentiva produção de mudas florestais como oportunidade de negócio


A destruição da Floresta Atlântica situada ao norte do Rio São Francisco, vem acontecendo há séculos.


Essa região, que também é chamada de Corredor de Biodiversidade do Nordeste (CBNE), corresponde atualmente ao que restou das florestas, que no passado cobriam parte dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Nos últimos anos, importantes iniciativas que visam recuperar parte dessas florestas degradadas vêm sendo implementadas na região, gerando uma crescente demanda por mudas de árvores nativas da Mata Atlântica.

De olho nessa oportunidade, o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), através do Núcleo de Formação em Ciência & Tecnologia Ambiental do Nordeste, realiza entre os dias 11 e 14 de março de 2013, o II Curso de Capacitação para Viveiristas Florestais do Corredor de Biodiversidade do Nordeste. A formação, que será realizada na Destilaria Japungu, Santa Rita/PB é voltada para viveiristas, que desejam se especializar na produção de mudas para a restauração florestal e fortalecer ou iniciar um empreendimento nessa área.

O Cepan realizou, em 2010, no CBNE, um diagnóstico com o objetivo de avaliar as condições de produção de mudas. De acordo com o estudo, a região ainda possui iniciativas de produção bastante rústicas. As mudas apresentam baixa qualidade e baixa diversidade entre as espécies produzidas, o que as torna inadequadas para o uso em projetos de restauração florestal.

De acordo com Gabriel Favero, coordenador do Núcleo de Formação em Ciência & Tecnologia, o curso é estratégico por que irá apresentar técnicas como: gestão de viveiros, marcação de matrizes (árvores de boa qualidade para fornecimento de sementes) e beneficiamento de sementes que tornam a atividade de produção de mudas viável para a restauração florestal.

A metodologia do curso compreende estudos teóricos e práticos de métodos de produção e comercialização. Ainda segundo Gabriel Favero, a didática do curso tem foco na atividade prática, na intenção de alcançar todo o tipo de público, que tenha formação técnica ou não.

O II Curso de Capacitação para Viveiristas Florestais do Corredor de Biodiversidade do Nordeste é fruto de uma parceria entre o Cepan e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, por meio do Acordo Tropical Forest Conservation Act – Acordo TFCA. A iniciativa conta com os apoios da Conservação Internacional (CI-Brasil), Monsanto, Universidade Federal de Pernambuco, Japungu Agroindustrial S.A, Miriri Alimentos e Bioenergia e o Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros – Suape.

Como facilitadores, a formação traz Adriano Vicente, doutor em Botânica pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, Severino Rodrigo Ribeiro Pinto, doutor em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco e Diretor de Projetos do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) e Nino Tavares Amazonas, mestre em Recursos Florestais com ênfase em Conservação de Ecossistemas Florestais pela USP/ESALQ e Especialista em Restauração no Programa de Conservação Mata Atlântica e Savanas Centrais, na The Nature Conservancy.

Cepan – Organização não governamental, que trabalha, há 12 anos com foco na conservação ambiental e desenvolve projetos nas áreas de Mata Atlântica, dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, que compreendem o Corredor de Biodiversidade do Nordeste (CBNE). No estado da Paraíba, a organização desenvolve projetos de restauração florestal, em parceria com a iniciativa privada do setor sucroalcooleiro.

(Fonte: Ascom Cepan)