domingo, 1 de maio de 2016

Usinas solares flutuantes começam a se popularizar pelo mundo

A maior usina solar flutuante da Europa está sendo construída atualmente em um reservatório na Inglaterra. 

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Usina deverá gerar 5,8 megawatts-hora (MWh) de eletricidade
Foto: United Utilities/Divulgação

Ao todo, mais de 23.000 painéis solares fotovoltaicos compõem o empreendimento, que está situado na superfície do reservatório Rainha Elizabeth II, perto de Surrey.

A usina, que terá o tamanho equivalente a oito campos de futebol contíguos, deverá gerar 5,8 megawatts-hora (MWh) de eletricidade. Parte dessa energia será usada para alimentar o sistema de tratamento de água instalado na própria represa.

O empreendimento é uma obra conjunta entre a empresa de abastecimento de água e a concessionária de energia que atendem a região.

Construção em terra

A plataforma flutuante terá 57.500 metros quadrados, composta por mais de 61.000 flutuadores e 177 âncoras.

Os painéis solares estão sendo instalados sobre a plataforma em um sistema de construção simples e de baixo custo, com as peças montadas em terra e simplesmente lançadas sobre a água.

A maior usina solar flutuante na Europa até agora também está na Inglaterra. Ela foi inaugurada perto de Manchester no final de 2015, e mede 45.500 metros quadrados.

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Usina é montada e simultaneamente instalada na água
Foto: LightSource/Divulgação

Maior usina solar flutuante do mundo


As duas usinas inglesas parecem pequenas perto da maior usina solar flutuante do mundo, construída atualmente no Japão.


O empreendimento da fabricante de painéis solares Kyocera está situado em Chiba, na represa Yamakura.

A usina terá 180.000 metros quadrados quando concluída e fornecerá energia suficiente para abastecer 4.970 casas no padrão de consumo japonês - a fazenda solar inglesa conseguirá abastecer 1.800 casas.

Experiência brasileira


O Brasil também está começando a investir na exploração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas. Tal utilização permite aproveitar as subestações e as linhas de transmissão das usinas, evitar a desapropriação de terras e ainda proteger o reservatório, com a redução da evaporação.


O primeiro projeto foi lançado em março na Hidrelétrica de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas.

As placas fotovoltaicas flutuantes no reservatório da usina amazonense vão gerar, inicialmente, um 1 MW de energia. A previsão é que, até outubro de 2017, a potência seja ampliada para 5 MW.

Um projeto semelhante, com a mesma capacidade de geração de energia solar de Balbina, será lançado em breve na Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia.

(FONTE: ECOD - Via Inovação Tecnológica, com informações da BBC e Agência Brasil)