sábado, 7 de novembro de 2015

Aplicativo vai monitorar mensagens de ódio e racismo na Internet

Encomendado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, aplicativo permitirá que usuários sejam identificados e denunciados.


Um aplicativo vai monitorar postagens nas redes sociais que reproduzam mensagens de ódio, racismo, intolerância e que promovam a violência. 
Criado pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a ferramenta batizada de “Monitor de Direitos Humanos” será lançada ainda neste mês. As informações são da Agência Brasil.
O aplicativo encomendado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos buscará palavras-chaves em conversas que estimulem violência sexual contra mulheres, racismo e discriminação contra negros, índios, imigrantes, gays, lésbicas, travestis e transexuais. Os dados ficarão disponíveis online e permitirão que usuários sejam identificados e denunciados. 
Em entrevista à Agência, Fábio Malini, professor responsável pelo projeto, argumenta que os direitos humanos são vistos de maneira pejorativa na internet e discursos de ódio tem ganhado fôlego
“É preciso desmantelar esse processo. Por meio da disponibilização dos dados, ele acredita que é possível criar políticas públicas “que amparem e empoderem as vítimas”.
Recentemente, a atriz Taís Araújo foi alvo de mensagens racistas nas redes sociais.  A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio de nota, informou que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) vai instaurar inquérito para apurar o crime de racismo. A atriz será ouvida e os autores identificados serão intimados a depor. 
Vale ressaltar que o racismo é crime no Brasil e, por lei, quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional pode ser condenado a reclusão de um a três anos e pagamento de multa.
(Fonte: http://idgnow.com.br/)