domingo, 1 de fevereiro de 2015

Revelada estrela mais antiga orbitada por planetas do tamanho da Terra

Astrônomos anunciaram a descoberta da estrela mais antiga conhecida pela ciência circundada por planetas com tamanhos similares ao da Terra. Ao todo, são cinco planetas que orbitam ao redor da estrela, que fica a uma distância de 117 anos-luz da Terra.

O sistema foi batizado Kepler-444 em função da sonda Kepler, projetada para procurar novos planetas fora do Sistema Solar. O que chamou a atenção dos astrônomos foi a idade do sistema: 11,2 bilhões de anos. Para se ter uma ideia, o nosso sistema tem 4,5 bilhões de anos. Quando a estrela se formou, o universo tinha apenas 20% de sua idade atual.

Seus cinco planetas são um pouco menores do que a Terra. Para orbitar seu sol, levam menos de dez dias, a uma distância menor que um décimo daquela que separa a Terra do Sol, tornando-os muito quentes para serem habitáveis. A descoberta foi publicada nesta teça-feira (27) na revista científica “The Astrophysical Journal”.

Estrela velha e especial – “Nunca vimos algo assim. É uma estrela muito velha e seu grande número de pequenos planetas a torna muito especial”, afirmou o coautor da descoberta, Daniel Huber, da Universidade de Sydney.

“É extraordinário que um sistema tão antigo e com planetas do tamanho da Terra tenha se formado quando o universo estava nascendo, com um quinto de sua atual idade”, acrescentou.

Os astrônomos podem medir a idade de um planeta distante usando uma técnica chamada asterosismologia, que mede as oscilações da estrela causadas pelas ondas sonoras em seu interior.

Essas ondas causam pequenos pulsos no brilho da estrela, que podem ser analisados para medir seu diâmetro, massa e idade.

Steve Kawaler, professor de astronomia da Universidade do Iowa, explicou que Kepler-444 é muito brilhante e pode ser facilmente vista com telescópios.

“Sabemos que planetas do tamanho da Terra foram formados ao longo dos 13,8 bilhões de anos da história do Universo”, afirmou Tiago Campante, da Universidade de Birmingham. “Isso cria condições para a existência de vida antiga na galáxia”, concluiu. 

(Fonte: G1)