domingo, 17 de novembro de 2013

Cinco dicas para “computar” em pleno vôo

Quer aproveitar as longas horas dentro do avião? Siga estes nossos conselhos para evitar aborrecimentos e ser mais produtivo.


Escrevo este artigo em pleno vôo, a 11 mil metros de altitude, e não posso deixar de me maravilhar com a tecnologia que permite que meu notebook mantenha uma conexão razoavelmente rápida com a internet. Sem falar na tecnologia que me impede de cair como uma pedra em direção ao solo.
Não vôo muito, mas fiz isso o suficiente para aprender alguns truques para voar com conforto e sem abrir mão da tecnologia. Aqui estão alguns deles.
1. Não leve um notebook grande.

Se você está procurando um novo notebook e não consegue se decidir entre um modelo com tela de 13.3 polegadas e outro com tela de 15.6 polegadas, imagine-se em uma poltrona na Classe Econômica. Com a poltrona da frente reclinada ao máximo. Você é praticamente uma sardinha, e um notebook grandalhão vai tornar muito, muito difícil posicionar a tela em um ângulo confortável para o uso, sem falar na dificuldade para a digitação.
É por isso que eu me recuso a viajar com qualquer coisa maior do que um notebook com tela de 13.3 polegadas. É o que estou usando agora, e cabe “certinho” no espaço que tenho.
2. Não faça mudanças
Agora que muitos aviões oferecem Wi-Fi à bordo, você pode se sentir tentado a aproveitar o tempo para “arrumar a casa”: instalar um novo driver, atualizar o Windows ou até mesmo instalar um novo software.
Não faça isso. Qualquer mudança feita em um PC traz o risco de instabilidade, problemas de compatibilidade ou comportamentos estranhos, e esta é a última coisa que você quer ter durante uma viagem. Sem falar que é difícil conseguir suporte técnico a 33 mil pés. Não importa o que você esteja pensando em modificar, pode esperar até você chegar em casa.
3. Compartilhe a conexão
Conexão à internet durante um vôo é uma maravilha, mas não é barata: acabei de gastar US$ 20 por três horas. E o problema é que esse preço é por dispositivo, e não posso compartilhar esta conexão com meu tablet, smartphone ou computador da minha esposa. Felizmente dá pra transformar um notebook em um roteador Wi-Fi com um software gratuito como o Virtual Router Plus, que permite criar sua própria rede e compartilhar uma conexão com quantos gadgets você quiser.
Mas cuidado com a segunda dica! Instale, configure e teste o Virtual Router Plus antes da viagem, para evitar surpresas desgradáveis de última hora.
4. Leve (ou procure) energia extra
Se você prefere um tablet ou smartphone para computar nas nuvens, considere a aquisição de uma bateria externa, que vai permitir uma recarga de seus gadgets mesmo que não haja uma tomada por perto. Elas estão disponíveis em vários formatos, capacidades e tamanhos, e temos um artigo que irá ajudá-lo a escoher o modelo certo.
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Seat Guru mostra quais assentos tem tomadas, e se há problemas com eles
Um pouco de planejamento também pode ajudar. Dependendo da companhia aérea, aeronave e classe, pode ser que algumas poltronas em seu vôo tenham tomadas onde você possa plugar seu notebook. Mas como escolher? Consultando (antecipadamente, claro) um site como o Seat Guru.
Basta indicar a companhia aérea, número e data do vôo para ver um mapa da aeronave, e passar o cursor do mouse sobre um assento para saber mais informações. Além de saber onde há tomadas, você ainda poderá descobrir quais assentos são ruins porque a poltrona não reclina, ficam perto dos banheiros ou tem espaço restrito. O serviço é gratuito, e indispensável.
5. Improvise um suporte para seu smartphone
Se o único entretenimento de bordo que lhe interessa está em seu smartphone, você tem duas opções: ficar segurando ele por duas horas enquanto assiste a um filme, ou improvisar um suporte para o aparelho usando alguns sacos de vômito.
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Este suporte para um smartphone foi feito com os fechos de três sacos de vômito
(Crédito: daemn22, via Instructables)
O tutorial está no Instructables, e mostra como usar os fechos metálicos dos sacos para prender seu gadget às costas do assento à sua frente. Como dizem na TV, “não requer prática, nem tampouco habilidade”. Bastam algumas dobras.

(*Com informações de Rafael Rigues, PCWorld Brasil)