domingo, 13 de outubro de 2013

Conheça seis alimentos transgênicos que podem estar na sua mesa (e talvez você não saiba)

Transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs), como também são conhecidos, são seres que têm o seu código genético modificado em laboratório, mediante técnicas de engenharia genética, com o objetivo de melhorar ou dar novas características ao ser original.


Atualmente, os supermercados estão cheios de transgênicos, que recebem uma rotulagem discreta, porém obrigatória no Brasil e na União Europeia, que indica a utilização de até 1% de componentes transgênicos. Conheça uma lista de produtos que podem contar com OGMs, elaborada pela BBC Brasil:

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Agência norte-americana aprovou consumo de salmão GM no início de 2013
Foto: Andrea Pokrzywinski

1. Salmão

O salmão tem se tornado o "queridinho" da população brasileira. No início de 2013, a agência que preza pela segurança alimentar nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou para consumo um tipo de salmão geneticamente modificado, reacendendo o debate sobre a segurança dos transgênicos e suas implicações éticas, econômicas, sociais e políticas.

Francisco Aragão, pesquisador responsável pelo laboratório de engenharia genética da Embrapa, acredita que há segurança no consumo do alimento para os indivíduos, mas o consumo pode causar impactos ambientais."Mesmo criado em cativeiro, o salmão poderia aumentar sua população muito rapidamente e eventualmente eliminar populações de peixes nativos", declarou.

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O feijão é o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma instituição pública brasileira
Foto: victorcamilo

2. Feijão

A Embrapa, ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, alcançou a aprovação na CTNBio para o cultivo comercial de uma variedade de feijão resistente ao vírus do mosaico dourado, em 2011. Este vírus é conhecido como o maior inimigo dessa cultura no país e na América do Sul.

As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros – livres de royalties – em 2014, o que pode ajudar o Brasil a se tornar autossuficiente no setor. O feijão é o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma instituição pública brasileira.

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As variantes transgênicas respondem por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos
Foto: _Raúl_

3. Milho

As variantes transgênicas do milho respondem por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos. Por isso, é comum que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laboratório, um gene para torná-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deixá-lo resistente a insetos, ou ambos. Cerca de 18 variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que aprova os pedidos de comercialização de OGMs.

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No Brasil, a soja transgênica ocupa quase um terço de toda a área dedicada à agricultura
Foto: Agência de Notícias do Acre

4. Soja

A soja transgênica ocupa cerca de um terço de toda a área dedicada à agricultura. A CTNBio, inclusive, liberou cinco variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas – uma delas também é resistente a insetos. Os subprodutos mais comuns para consumo humano é o óleo, leite de soja, tofu, bebidas de frutas e soja e a pasta misso - todos com proteínas transgênicas.

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Vários ingredientes usados em pão e bolos vêm da soja
Foto: Lordelo

5. Pão, bolos e biscoitos

Uma parcela de ingredientes utilizados na produção de pães e bolos vêm da soja, a exemplo da farinha, óleo e agentes emulsificantes como lecitina. Em alguns casos, os componentes podem também podem derivar de milho transgênico, como glucose e amido. A depender da proporção destes elementos transgênicos no produto final (acima de 1%), ele terá que ser rotulado.

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Os óleos extraídos dos três campeões entre as culturas geneticamente modificadas
Foto: cottonseedoil

6. Óleo de cozinha

Os óleos de cozinha são extraídos dos três campeões entre as culturas geneticamente modificadas: soja, milho e algodão. As sementes delas são consideradas uma "mina de ouro" para as quase dez multinacionais que controlam o mercado mundial.

No processo de refino dos óleos, os componentes transgênicos são praticamente eliminados, porém, eles chegam às prateleiras dos supermercados com a reputação "manchada", mais pela sua origem do que pela presença de DNA ou proteína transgênica. Além disso, suas embalagens precisam ser rotuladas no Brasil e nos países da União Europeia.

(ECOD)