domingo, 2 de junho de 2013

Cai a desigualdade entre alunos que fazem cursos a distância

5% dos alunos presenciais da ciclo básico também fazem cursos a distância, segundo pesquisa do Cetiq.br. É o mesmo percentual do ano anterior, porém o perfil de quem faz está mais próximo dos alunos de escolas públicas.

A Pesquisa TIC Educação 2012, divulgada na semana passada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), revelou que está havendo uma redução da desigualdade entre os alunos que utilizam a internet para fazer cursos a distância. 
A pesquisa, realizada junto a alunos de cursos presenciais, indicou o mesmo percentual do ano anterior de alunos que também fazem cursos a distância, 5%, o que na prática indica um aumento já que o número total de usuários da rede de computadores também cresceu. Porém, mais relevante é a indicaçãço de que está havendo uma alteração neste perfil, em benefício da maior inclusão de alunos mais pobres.
Segundo a pesquisa, no recorte entre alunos de escolas públicas e privadas, nas públicas se mantém o percentual geral, de 5% dos alunos que fazem cursos online. Porém, entre as particulares, o percentual sobre para 7%. 
É um resultado menos desigual do que indicou a pesquisa referente ao ano anterior, 2011, quando apenas 4% dos alunos de escolas públicas faziam cursos online, enquanto entre os alunos de instituições privadas, o percentual era de 8%, conforme tabela abaixo. Portanto, a diferença entre alunos de escolas públicas e particulares caiu neste quesito de 4 para 2 pontos percentuais.
Para Fábio Sanchez, editor do Observatório EAD e pesquisador na área de educação a distância, o crescimento da Universidade Aberta do Brasil (UAB), projeto federal que utiliza a rede educacional pública do país, ajuda a explicar essa oscilação, juntamente com o alinhamento de critérios trazido pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 
Além disso, explica, "os estados também estão implantando seus projetos de educação a distância, como em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além do Rio de Janeiro, onde as aulas públicas a distância já são mais antigas, com o Cederj". Porém ele lembra que "o número de alunos em instituições particulares não caiu, pelo contrário, vem crescendo também".
O pesquisador destaca ainda que a própria expansão de cursos particulares, com o consequente barateamento dos preços, influi neste resultado, já que a pesquisa do Cetic.br não indicou se os cursos online cursados são particulares ou não. "O ticket médio de um curso a distância tem caído porque as instituições têm cada vez mais ganho em escala, conforme aumenta seu número de alunos. 
Com isso, se tornam cada vez mais atraentes para as classes B e C", diz Fábio Sanchez. Outra mudança que ele destaca é a modernização de projetos antigos de EAD, como o do Senac, que criou um portal nacional centralizado, tornando-se um player com mais musculatura ao aproveitar sua boa malha de polos. 
Percentual de alunos que fazem cursos online no Brasil
ANO
% Público
% Privado
% Total
2011
4
8
5
2012
5
7
5
FONTE: CETIC.BR (Pesquisa TIC Educação 2011 e 2012)

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