domingo, 2 de junho de 2013

Beber água reciclada do esgoto pode ser realidade em Londres


Já imaginou tomar água do esgoto? Parece nojento, mas depois de passar pelo sistema de depuração adequado não apenas é possível, como já é uma realidade em algumas partes do mundo, como Cingapura e Estados Unidos.

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De acordo com a Thames Water, em 25 anos a necessidade de água potável em Londres deve aumentar cerca de 80%
Foto: meliterra

A próxima a adotar a ideia será Londres. A empresa Thames Water, que fornece água potável para a capital inglesa, acaba de lançar uma nova estratégia de longo prazo para reciclar o esgoto e fornecer água potável para toda a população, segundo o The Guardian.

O esgoto pode ser reciclado a partir de dois processos. Um deles é conhecido como osmose inversa. O líquido é forçado contra membranas muito finas que filtram o sal e outras substâncias, mas deixam as moléculas de água passar.

 Além disso, o material também sofre um processo de desinfecção com radiação ultravioleta para garantir a pureza da água reciclada. 

Ambos processos são caros, mas os especialistas afirmam que pode sair mais em conta do que importar água, uma realidade futura caso a água potável fique escassa.

Reutilizar águas residuais não é uma novidade quando se trata da utilização desta para irrigação, por exemplo. Mas quando se fala na utilização desse recurso para o consumo humano, os pesquisadores afirmam que ainda existe uma rejeição psicológica do consumidor, o que reduz a propagação desse processo.

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Foto: sxc.hu

Em Londres, não foi diferente. Como previsto, o plano não agradou a todos, no entanto, o processo foi a estratégia vista pela a empresa como uma solução para a crescente demanda de abastecimento humano. De acordo com a Thames Water, em 25 anos a necessidade de água potável deve aumentar cerca de 80%, o que preocupa a empresa.

Além da reciclagem de águas residuais, a Thames Water também planeja passar a próxima década consertando canos com vazamentos e incentivando as pessoas a obter os seus 160 litros diários. Tudo no intuito de evitar o máximo de desperdício e garantir a existência da água potável para as gerações futuras.

(ECOD)