domingo, 2 de junho de 2013

Arquitetos criam impressora 3D que utiliza papel, madeira e até sal

O avanço das impressoras 3D já aponta para uma revolução em toda a cadeia produtiva dos mais diversos produtos - e em um futuro bem próximo. 

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Porém, enquanto muitos desenvolvedores se dedicam a aprimorar a tecnologia das impressoras, um grupo de arquitetos da Califórnia, nos Estados Unidos, está desenvolvendo materiais sustentáveis que podem ser utilizados nesse novo método de fabricação.

No lugar dos tradicionais (e poluentes) plástico, aço e cerâmica, o pessoal do Emerging Objects já imprime diversos objetos utilizando como matéria-prima papel, madeira e até sal. Liderado pelos arquitetos Ronald Rael e Virginia San Fratello, o estúdio tem um grupo de pesquisa com foco no desenvolvimento de novos materiais para as impressoras que estão sendo desenvolvidas.

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“Muita gente está focando apenas nas máquinas que imprimem plástico”, lembrou Rael ao portal Gizmodo. “Nós estamos olhando para outra direção, para os próprios materiais”. Essa outra direção promete ser orgânica e renovável. Utilizando uma impressora 3D tradicional, a dupla de arquitetos e os estudantes da Emerging Objects conseguiram imprimir blocos, componentes e móveis utilizando materiais recicláveis.

Segundo os arquitetos, os resultados são “estranhamente realistas”. Os materiais feitos de sal, por exemplo, remetem à textura de “leite sólido”, observou Rael. Técnicas desenvolvidas internamente também garantem resistência aos produtos. Os materiais feitos de cimento polímero, por exemplo, são mais fortes que os tradicionais, além de 90% mais baratos.

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O potencial das novas tecnologias é estrondoso, dizem os arquitetos. Atualmente eles trabalham na impressão de um objeto do tamanho de uma sala, feito com sal extraído do oceano Pacífico, que fica a apenas alguns minutos do estúdio. Com isso, eles acreditam que, no futuro próximo, será possível imprimir qualquer coisa utilizando materiais disponíveis no local.

“Estamos utilizando material descartado da indústria madeireira e sal, recursos renováveis e baratos”, exemplificou. “Certamente é uma forma ecológica de fazer impressões 3D”. Para os interessados, vale a pena ficar do olho no grupo. Eles já informaram que têm planos de lançar uma incubadora até o final de 2013, onde poderão comercializar alguns dos produtos feitos a partir dessa tecnologia.

(ECOD)