quarta-feira, 6 de março de 2013

Casas de luxo são construídas em áreas de preservação no Rio Araguaia


Uma força-tarefa da Delegacia Estadual do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes e Polícia Ambiental está fazendo uma varredura na região do Rio Araguaia, nos estados de Goiás e Mato Grosso, para identificar construções irregulares às margens do rio.


 São casas simples e até mesmo luxuosas construídas em Áreas de Preservação Ambiental (APP) e nas matas ciliares. Todas possuem até energia elétrica.

Com o Rio Araguaia cheio, os barcos da fiscalização abrem caminho até pelo meio do mato para chegar às casas. Já na primeira parada as equipes encontraram irregularidades. Uma das casas construídas para a temporada de férias está em área de inundação. A água já atingia o banheiro e o lixo foi deixado para trás.

Casas luxuosas também estão em área de preservação. Uma casa no município de Cocalinho, no Mato Grosso, pertence ao deputado federal goiano Sandro Mabel (PMDB-GO) e fica a menos de dez metros da margem do rio. Segundo o auto de infração emitido pelo Instituto Chico Mendes em 2011, na época, ele foi multado em R$1,2 milhão por ter reformado o imóvel sem autorização ambiental.

“Construir em área de preservação é crime ambiental. Além do mais, nós temos também o desmatamento nas matas ciliares”, ressalta o delegado de Meio Ambiente, Luziano de Carvalho.

Outra casa em situação irregular foi construída literalmente dentro do rio e tem piscina e até sistema de ar-condicionado. Outro problema que também caracteriza a situação irregular é que todas as casas possuem energia elétrica. “Já iremos ouvir os responsáveis pela Celg porque entendo que sendo a área ocupada de forma irregular também está irregular a energia elétrica”, disse o delegado.

Notificações – Os donos das casas irregulares não foram encontrados. Mesmo assim, eles devem ser notificados pelos órgãos ambientais.

A assessoria do deputado Sandro Mabel informou que a reforma da casa na fazenda obedeceu à legislação ambiental e que a ação está sendo julgada pela Justiça Federal. Segundo a assessoria, a multa aplicada estaria em desacordo com a lei.

O G1 procurou a assessoria de comunicação da Celg, mas aguarda retorno com relação à situação supostamente irregular da energia elétrica nessas construções.

A delegacia do Meio Ambiente vai encaminhar o processo à Justiça. O delegado informou que vai pedir o indiciamento dos responsáveis e ainda vai sugerir que as construções sejam demolidas.

 (Fonte: G1)