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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Colecionador encontra fóssil de réptil marinho gigante no Reino Unido

O crânio fossilizado de um "monstro marinho" gigante foi descoberto na costa do Reino Unido. O predador, chamado de pilossauro, viveu nos oceanos há 150 milhões de anos.

O crânio tem 2,4 metros de comprimento, e especialistas dizem que ele poderia pertencer a um dos maiores pilossauros já encontrados, por possuir até 16 metros de comprimento total.

O fóssil, que foi encontrado por um colecionador, foi comprado pelo governo do condado de Dorset por 20 mil libras (cerca de R$ 65 mil).

Ele foi comprado com dinheiro do Heritage Lottery Fund (um fundo da loteria britânica destinado a patrimônios culturais) e será analisado cientificamente, para depois ser exposto ao público no museu do condado.

"Eu havia ouvido rumores de que algo grande fora encontrado. Mas ver isso ao vivo é de cair o queixo. É simplesmente enorme", disse à BBC o paleontólogo Richard Forrest.

Banho de sangue
Pilossauros são um tipo de plesiossauro, um grupo gigante de répteis aquáticos que dominava os mares na mesma época em que os dinossauros viviam na Terra.

Eles tinham pescoços curtos e cabeças gigantes, de modo semelhante a crocodilos, com mandíbulas poderosas e dentes grandes e afiados.

Usando quatro patas em formas de pás para impulsionar seus corpos pela água, eles conseguiam facilmente alcançar presas como ichthyossauros (peixes-répteis) e outros plesiossauros.

"Estas criaturas eram monstros", diz o paleontólogo David Martill, da universidade britânica de Portsmouth.

"Eles tinham músculos gigantes nos seus pescoços, e imaginamos que ele morderia outros animais para conseguir segurá-los bem. E com os músculos do pescoço eles provavelmente arrasariam os animais capturados, gerando um banho de sangue."

Especialistas acreditam que o fóssil é de um dos maiores pilossauros já descobertos.

O fóssil encontrado é da mandíbula inferior e a parte superior do crânio.

Baseado no comprimento de 2,4 metros do crânio, estima-se que a criatura mediria entre 10 metros e 16 metros da cabeça à cauda, e pesaria de sete a 12 toneladas.

A descoberta rivaliza com outras duas. Em Svalbard, na Noruega, foram achados fósseis de uma criatura apelidada de "O Monstro" e "Predador X" que poderia ter até 15 metros de tamanho.

No México, o "monstro de Aramberri", descoberto em 2002, pode ter dimensões semelhantes.
"Nós só temos a cabeça, então é impossível ter precisão. Mas ela pode rivalizar com os fósseis de Svalbard e México como uma das maiores do mundo."

Sorte
O espécime ainda está misturado às rochas, mas os cientistas já descobriram que ele ficou muito bem conservado.

"Crânios de pilossauros são muito grandes, mas, em geral, não tão robustos, e você costuma encontrá-los achatados --como 'panquecas'", disse o especialista em plesiossauros, Richard Forrest.

"O que é fantástico sobre este novo crânio, além do tamanho, é que ele está em três dimensões, e sem distorções. Nós temos esta mandíbula inferior extraordinária, e é possível ver, pela profundidade e grossura, que ela era muito forte."

"Ela poderia comer um humano em uma mastigada. Aliás, um animal como um Tiranossauro Rex seria café da manhã para um monstro como este."

O fóssil foi descoberto por um colecionador de fósseis ao longo da Costa Jurássica britânica, uma faixa de 150 quilômetros entre Dorset e East Devon, onde já foram achados outros fósseis com até 185 milhões de anos.

A localização exata não foi revelada para impedir que outras pessoas tentem explorar a região, que é instável e sujeita a desmoronamentos.

"O colecionador teve sorte de visitar o local em um dia em que um grande pedaço de rocha caiu de um penhasco, e isso deu a ele uma pista de onde procurar", explicou o gerente do departamento de ciência do condado de Dorset, Richard Edmonds.

"Ele passou quatro anos voltando todos os dias, e acabou encontrando este fóssil incrível. Foi um esforço tremendo."

Edmonds acredita que o resto do corpo do animal ainda está soterrado nas rochas, mas que demoraria décadas para encontrá-lo.

Os cientistas e especialistas do condado estão promovendo reuniões para discutir a melhor forma de analisar o fóssil.
(Fonte: BBC Brasil / Folha Online)

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Droga para aids será usada no tratamento de hepatite

O Diário Oficial da União publicou o desfecho de mais uma queda de braço entre governo e indústria farmacêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica uma autorização para que o medicamento Tenofovir, atualmente usado para aids, seja indicado também para portadores de hepatite B. A medida é resultado de uma ação inédita adotada pelo Ministério da Saúde. Diante da demora da empresa fabricante, a Gilead, em pedir a autorização para uso do remédio no tratamento da hepatite, o próprio ministério decidiu fazer a solicitação à agência.

“A hipótese mais provável é a de que havia um acordo entre empresas, dividindo o mercado brasileiro”, afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre a resistência da fabricante. Nesse trato, a Gilead, multinacional de origem norte-americana, não entraria no mercado de tratamento de hepatites no Brasil, deixando espaço para outras fabricantes. Com a iniciativa do ministério, o possível acerto foi minado.

Além do Tenofovir, o governo tinha como escolha adotar uma outra droga, o Adefovir, produzido pela multinacional GSK. Mas há pontos desfavoráveis. “Além do problema de preço, há um risco maior de pacientes desenvolverem resistência ao medicamento”, conta a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, que liderou a organização de um novo protocolo de tratamento para hepatite B. O protocolo procura trazer uma padronização da terapia.
Pelas novas diretrizes, o Tenofovir seria usado como primeira opção de tratamento para portadores de hepatite B. A previsão é a de que, no primeiro ano, 2,5 mil pessoas recebam indicação para o remédio.
(Fonte: Agência Estado / Gazeta do Povo Online)

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Malaui pode ser o berço da humanidade, diz pesquisador

A recente descoberta de ferramentas pré-históricas e restos de hominídeos no norte do Malaui fornece uma nova prova de que a região pode ser o berço da humanidade, disse o professor Friedemann Schrenk da Universidade Goethe de Frankfurt.
Ele disse que dois estudantes que trabalhavam numa escavação a 10 quilômetros de Karonga encontraram no mês passado ferramentas pré-históricas e o dente de um hominídeo. "Essa descoberta recente de ferramentas pré-históricas e restos de hominídeos fornecem uma prova adicional à teoria de que essa região da África pode ser considerada o berço da humanidade", disse Schrenk.
Hominídeo é o membro de uma família de primatas que inclui humanos e seus ancestrais pré-históricos.
O local também contém indícios de espécimes de dinossauros que viveram entre 100 milhões e 140 milhões de anos atrás, e hominídeos que supostamente viveram entre um milhão e 6 milhões de anos atrás.
O professor alemão lidera uma equipe de pesquisadores da Europa e da África que tenta estabelecer um centro africano para estudos interdisciplinares de mamíferos e da evolução de hominídeos no sul da nação africana.
Karonga fica 615 quilômetros ao norte da capital do Malaui, Lilongwe, e está perto da fronteira com a Tanzânia.
(Fonte: G1)

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Fungo causa desequilíbrio orgânico em anfíbios e leva à morte

O fungo que tem colocado em perigo as populações de anfíbios ao redor do mundo age causando danos e impedindo a circulação de sódio e outros eletrólitos através da pele das espécies.
O desequilíbrio leva à falência cardíaca, afirma uma nova pesquisa publicada na "Science". A descoberta pode ser a base para o desenvolvimento de novos métodos para salvar as populações em perigo no futuro.
Os pesquisadores acreditam que a quitridiomicose, doença causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis, seja a principal causa do declínio global do número de anfíbios.
No entanto, como o fungo age de forma a se tornar fatal vem sendo um mistério, pois os anfíbios geralmente parecem ser saudáveis e não mostram outros sinais de doença além das lesões na pele.
Jamie Voyles e seus colegas observaram que em pererecas verdes (Hylidae cinerea) infectadas pelo fungo, o transporte de eletrólitos através da pele diminuiu em mais de 50%.
A concentração de sódio e potássio no plasma sanguíneo das pererecas foi reduzida em 20% e 50%, respectivamente.
Eletrocardiogramas revelaram que o coração das espécies afetadas batia mais lentamente e eventualmente parava por causa do desequilíbrio eletrolítico.
Outra descoberta reforça essa hipótese. Quando alimentadas com um suplemento eletrolítico, as espécies doentes conseguiram sobreviver por mais tempo do que as que não receberam o suplemento - ainda que, no final das contas, também tenham morrido. Mais estudos são necessários para mostrar exatamente como o fungo interrompe o balanço da osmose através da pele.
(Fonte: G1)

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Biochip detecta tipo de câncer e gravidade da doença


Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, desenvolveram um biochip sensível o bastante para determinar o tipo e a gravidade do câncer de um paciente, permitindo que a doença seja detectada mais cedo.

O dispositivo, construído com nanomateriais, detecta biomarcadores que indicam a presença do câncer em nível celular, ainda que essas biomoléculas estejam geralmente presentes em número muito pequeno nas amostras.

As biomoléculas são genes que indicam formas agressivas ou benignas de câncer, sendo diferentes de um tipo de câncer para outro."Hoje é necessário uma sala cheia de equipamentos e computadores para avaliar uma amostra clinicamente relevante de marcadores de câncer. E os resultados não ficam disponíveis na hora," conta a pesquisador Shana Kelley, coautora da pesquisa. "Nossa equipe conseguiu medir biomoléculas usando um chip eletrônico do tamanho de um polegar e fazer a análise em meia hora. Todo o instrumental necessário para esta análise não é maior do que um telefone celular," diz ela.

Cânceres e doenças virais - Kelley e seus colegas descobriram que os sensores metálicos tradicionais não são adequados para identificar os marcadores de cada subtipo de câncer. Para substitui-los os pesquisadores criaram detectores usando nanofios e os inseriram no interior de um biochip.

O protótipo do biochip está sendo testado em diagnósticos de câncer de próstata, cabeça e pescoço. Contudo, ele pode potencialmente ser utilizado não apenas para diagnosticar e avaliar outros tipos de câncer, como também doenças infecciosas, como a AIDS ou a gripe A.

Análise de biópsias - O biochip mostrou-se eficiente para a análise de amostras de apenas 10 nanogramas de mRNA coletados por biópsia. O resultado, disponível em menos de 1 hora, identificou corretamente as fusões genéticas correlacionados com o câncer agressivo de próstata, diferenciando-as dos genes ligados ao câncer de baixa progressão, menos agressivo.

Os diversos nanoeletrodos dispostos no interior do biochip permitem a leitura imediata dos resultados na forma de uma tensão elétrica. Tanto extratos celulares quanto amostras de tecido retirados por biópsia podem ser analisados.

Os testes deverão continuar, aferindo-se os resultados do biochip com os resultados dos exames tradicionais. Ainda não há previsão para que o novo dispositivo esteja disponível para exames em larga escala.

(Fonte: Site Inovação Tecnológica)

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Coração aumentado

Excesso de hormônio tireoidiano (T3), obesidade, hipertensão e diabetes podem fazer a massa do coração crescer em até 20%, podendo levar à morte.Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) descobriu um dos mecanismos pelos quais o T3 atua nesse processo contribuindo para que futuros medicamentos possam ser produzidos para bloquear o crescimento cardíaco.
“Descobrimos que o T3 provoca o crescimento do coração por meio de uma via bioquímica conhecida pela sigla WNT. Quando essa via é inibida, o hormônio não consegue fazer o coração crescer”, disse o biólogo Anselmo Sigari Moriscot, professor associado do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento do Instituto de Ciências Biomédicas.
Moriscot coordena o projeto “Papel da beta-catenina na resposta cardíaca promovida pelo hormônio tireoidiano”, apoiado pela Fapesp por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, e o Projeto Temático “Aspectos celulares e moleculares da plasticidade muscular”, entre outros projetos apoiados pela Fundação.
A WNT é classicamente considerada uma via envolvida em proliferação celular. Quando funciona bem, ela é fundamental para a reposição e renovação das células do organismo. Seu funcionamento anormal constitui, porém, uma notória causa do câncer. “Descobrimos que essa via intermedeia também o efeito do hormônio tireoidiano no crescimento do coração”, disse à Agência Fapesp.
A técnica utilizada pela equipe foi a do rastreamento por microarray, uma estratégia de busca avançada que permite mapear o comportamento de aproximadamente 30 mil genes ao mesmo tempo. “O rastreamento por microarray é parecido com uma pescaria de largo espectro. Você lança apenas uma rede e colhe milhares de peixes de uma só vez”, comparou Moriscot.
Por meio do rastreamento por microarray, os pesquisadores conseguiram adquirir as pistas necessárias para identificar a associação entre a via WNT e o T3 no coração.A pesquisa feita na USP traz a esperança de que, em um futuro próximo, inibidores farmacológicos capazes de interromper o crescimento do coração sejam desenvolvidos.
Mas não se trata de bloquear diretamente a via WNT, porque, possuindo essa uma expressão sistêmica, tal ação provocaria uma série de indesejáveis efeitos colaterais. O aumento da massa cardíaca seria interrompido, mas a capacidade de reposição e renovação celular também ficaria comprometida.“A tática é atuar diretamente nas proteínas internas das células cardíacas, fazendo com que essas deixem de responder ao estímulo recebido pela via WNT. Essa é a forma de conferir especificidade ao tratamento”, disse Moriscot.
A busca por procedimentos terapêuticos cada vez mais específicos – portanto, com um leque cada vez menor de efeitos colaterais – é uma forte tendência da medicina contemporânea, amparada nos avanços da genômica e da biologia celular e molecular.
A equipe liderada por Moriscot, que reúne três pesquisadores principais, quatro pós-doutores, 12 pós-graduandos e vários estudantes em nível de iniciação científica, atua em pesquisa básica na área de saúde. O desenvolvimento de remédios não faz parte do escopo de atividades do time, mas nada impede que suas descobertas venham a ser aproveitadas por outros grupos de estudiosos e pela indústria farmacêutica.
(Fonte: Agência Fapesp)

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Historiadores relacionam morte de Darwin com doença de Chagas

No ano do bicentenário de Charles Darwin (1809-1882), historiadores investigam novos indícios que relacionam a insuficiência cardíaca com a doença de Chagas, patologia que o estudioso contraiu em uma viagem à América do Sul.
Darwin, autor da teoria "A Origem das Espécies" (1859), conviveu durante toda a vida com as seqüelas da patologia parasitária, transmitida pela picada de um percevejo (o barbeiro) - portador do parasita Trypanosoma cruzi, causador do mal de Chagas - quando percorria El Chaco argentino em 1834.
Tanto a picada quanto os sintomas posteriores, que agora se acredita que estejam relacionados com o mal de Chagas, foram registrados no diário de saúde que o hipocondríaco Darwin utilizou durante a viagem a bordo do Beagle - uma expedição marítima de levantamento topográfico de que participou a partir de 1831.
Essa viagem, por sinal, marcou a vida do naturalista e da ciência, já que foi a base da revolucionária teoria evolucionista, explica Jordi Serrallonga, pesquisador do Parc Científic de Barcelona.
Sintoma não associado - Embora a morte de Darwin por doença de Chagas fosse uma possibilidade rejeitada por alguns cientistas porque o naturalista anotou em seu diário que após a picada teve febre rapidamente, esse sintoma não era associado ao mal.
No entanto, estudos recentes realizados pelo Clinic de Barcelona indicam que na verdade há casos nos quais é habitual este sintoma na fase inicial, afirma Serrallonga.
De fato, o próprio Darwin nunca acreditou que seus problemas de saúde após a viagem com o Beagle, que o mantiveram praticamente recluso em sua casa de campo até o final da vida, tivessem a ver com alguma doença contraída na aventura pela América do Sul.
Outras teorias acreditam que os problemas de saúde do biólogo inglês foram em muitos casos psicossomáticos. Conforme Serrallonga, no entanto, uma análise dos sintomas, sobretudo vômitos e náuseas --Darwin sempre tinha à mão uma bacia-- indicam que o Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas, corria por seu corpo.
Só uma análise dos tecidos do naturalista, enterrado na Abadia de Westminster, solucionaria para sempre este enigma. Doença rural. A doença de Chagas (descrita pela primeira vez há um século por Carlos Chagas) era originariamente uma patologia endêmica das regiões rurais pobres da América Latina --onde há 15 milhões de pessoas infectadas e 100 milhões com risco de contágio--, e que com o passar dos anos foi estendida a outros continentes como consequência da migração.
Na fase aguda, na qual pode ocorrer a morte do infectado, a doença pode ser às vezes assintomática. Na fase crônica, que atinge quase 40% dos infectados, a doença se manifesta com fortes dores no aparelho digestivo, complicações neurológicas e problemas cardíacos.As complicações cardíacas, por sua vez, podem levar o doente à morte. Atualmente, a sobrevivência pode ocorrer com a utilização de um marca-passo ou com um transplante, explica Joaquim Gascón, pesquisador do Centro de Barcelona para a Pesquisa Internacional da Saúde (CRESIB, na sigla em inglês) e coordenador do consultório da patologia do Hospital Clinic.
O mal de Chagas, que provoca inflamação dos tecidos do coração e do esôfago, é uma doença silenciosa que pode ser letal se não se detectada a tempo e cujos tratamentos não são efetivos totalmente, a não ser que seja detectada nos primeiros anos de vida.
Patologia importada - Na Espanha, a doença cresceu rapidamente e hoje atinge 68 mil pessoas, a maioria cidadãos latino-americanos e espanhois que viveram naquele continente, "do México a Argentina". Nesse país existe um número elevado de pacientes em tratamento, o que torna esta a "patologia importada mais relevante no país", que contrasta, por exemplo, com os 400 casos de malária anuais registrados, explica Gascón, que, na companhia de Serrallonga, participou nesta semana de uma assembleia organizada por "CosmoCaixa" com o título "Quem matou a Darwin?Como não existe o inseto vetor na Espanha, a doença de Chagas só pode ser transmitida por meio de transfusões de sangue, transplantes de órgãos de pessoas com a doença e de mães para filhos (algo que ocorre em 7% dos casos).
Gascón ressalta que "se trata de um problema de saúde pública" e que um diagnóstico adequado e precoce ajudaria a prevenir futuros contágios e seqüelas na fase crônica.Desde 2005 é obrigatório que os bancos de sangue façam testes de Chagas em todos os doadores do grupo de risco, da mesma forma que nos transplantes de tecidos e órgãos.
(Fonte: Folha Online)

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