domingo, 1 de maio de 2016

Maior torre de energia solar do mundo altera paisagem no deserto de Israel

No meio do deserto israelense de Neguev, um gigante de 240 metros de altura ganha corpo. 

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A expectativa é que a geração seja de 300 MW, cerca de 2% da capacidade de produção de eletricidade de Israel
Fotos: Divulgação/BrightSource Energym


Assim é Ashalim, uma central de energia solar concentrada (CSP, na sigla em inglês) capaz de converter a energia do sol em eletricidade para abastecer até 120 mil famílias. Trata-se da torre mais alta do tipo no mundo.

O projeto, nascido em 2013, está em construção e a expectativa é que ele seja concluído no final de 2017. Ao invés de gerar eletricidade diretamente, como nas células solares fotovoltaicas, a tecnologia CSP utiliza heliostats, instrumentos que utilizam um espelho para refletir a luz do sol em uma determinada direção, segundo informações da Exame.com.

No caso, eles concentram a luz solar sobre encanamentos na torre central, aquecendo uma mistura de sal fundido, que em contato com a água produz vapor em seu interior. Este vapor aciona, então, as turbinas e os geradores de eletricidade. Para estocar calor e operar 24h, mesmo em dias de pouca radiação solar, as usinas usam sofisticadas tecnologias de armazenamento térmico, que mantém milhares de litros de sal fundido a temperaturas elevadas.

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Emissões evitadas


O visual dessas fazendas solares é um espetáculo à parte. Na central israelense de Ashalim, cerca de 50.000 heliostats controlados por computador, e medindo até 20 metros quadrados cada, serão instalados em uma área de mais de 3 quilômetros quadrados.

A usina vai fornecer eletricidade sob um contrato de compra de energia por 25 anos com a Israel Electric Corporation. A expectativa é que a geração seja de 300 MW, cerca de 2% da capacidade de produção de eletricidade de Israel. Além de abastecer milhares de pessoas, a central solar evitará emissões de 110.000 toneladas de CO2 por ano ao longo de sua vida.

O projeto é parte essencial do compromisso de Israel em produzir 10% de sua eletricidade a partir de energia renovável em 2020. Ele é orçado em US$ 773 milhões e 80% dos recursos são provenientes do maior fundo de infraestrutura de Israel, o Noy Fund, financiado pelo banco Hapoalim e pelo Banco de Investimento Europeu. A execução está a cargo da Megalim, uma sociedade entre a francesa Alstom e a BrightSource Energym, da Califórnia, nos Estados Unidos.

(Fonte: ECOD)