sábado, 11 de abril de 2015

Cientistas desenvolvem estrutura de titânio para cobrir implantes ósseos

Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu uma estrutura de titânio para cobrir os implantes ósseos, um avanço que permitirá reduzir o risco de infecção e rejeição que estas intervenções provocam.


O estudo, realizado por membros das instituições espanholas Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e da Universidade Complutense de Madri, aparece publicado na revista “Acta Biomaterialia”.

A descoberta alcançada por esta equipe de pesquisa é a base do projeto Nanoimplant, um dos ganhadores do prêmio de inovação biomédica IDEIA2 Madri em sua edição de 2014, uma iniciativa da comunidade Autônoma de Madri e do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT).

As propriedades antibacterianas deste achado, patenteado pelo CSIC e pela Universidade Complutense de Madri, se devem à formação de uma superfície nanoestruturada similar à qual se observa nas asas de cigarras e nas folhas da flor de lótus. O CSIC explicou que os cientistas alcançaram esta propriedade sem a necessidade de empregar elementos antibióticos.

A maioria das infecções em implantologia óssea, que a cada ano afeta milhares de pacientes, têm sua origem na intervenção cirúrgica. Por isso, explica José Miguel García-Martín, pesquisador do CSIC no Instituto de Microeletrônica de Madri, “se a superfície do implante estiver recoberta de um material que impede a adesão e proliferação de bactérias sem afetar seu biocompatibilidade, terá sido dado um grande passo”.

A nanoestrutura das prótese é fabricada com um processo denominado pulverização catódica ou “sputtering” já empregado a escala industrial na produção, por exemplo, de discos rígidos, painéis fotovoltaicos ou espelhos.

 (Fonte: G1)