quinta-feira, 2 de abril de 2015

Cientistas descobrem fósseis de dois mamíferos milenares

Cientistas da Universidade de Chicago e do Museu de História Natural de Pequim descobriram fósseis de dois mamíferos que viveram há mais de 160 milhões de anos, cujas características demonstram sua capacidade de adaptação ao meio ambiente desde os primórdios de sua evolução.

Trata-se dos mamíferos Agilodocodon scansorius, arborícola mais antigo descoberto até agora, e o Docofossor brachydactylus, o mamífero subterrâneo mais antigo que se conhece, ambos descobertos na China, segundo a revista “Science”.

As duas novas espécies, que provêm de grupos extintos dos primeiros mamíferos, tinham adaptações únicas para seus respectivos habitats. Segundo a equipe liderada pelo professor da Universidade de Chicago Zhe-Xi Luo, estas características especializadas se produziram em um período de sua evolução milhões de anos antes do que tinham calculado os cientistas.

“Sabemos que os mamíferos modernos são espetacularmente diversos, mas não se sabia se os mamíferos primitivos também eram”, explicou Zhe. Estes novos fósseis “ajudam a demonstrar que os primeiros mamíferos também tiveram uma ampla diversidade ecológica”, disse.

Luo e seus colegas descreveram o Docofossor brachydactylus como um animal escavador, menor em diversos aspectos em relação às toupeiras atuais, embora com os dedos mais curtos e extremidades longas, parecido com a “toupeira dourada” da África.

Entre as características de destaque do Agilodocodon scansorius estão seus dentes, que indicam que o animal consumia borracha e seiva das árvores, assim como os saguis e outros primatas pequenos. “A cada novo fóssil que encontramos nos damos conta de que os primeiros mamíferos eram tão diversos nas adaptações de alimentação e do aparelho locomotor como os mamíferos modernos”, afirmou Luo.

O professor explicou que com estes sinais “parece que o trabalho de base para o êxito dos mamíferos atuais se estabeleceu há muito tempo”.

 (Fonte: G1)