sábado, 14 de fevereiro de 2015

‘Período de floração de certas árvores está desregulado’

Quem aguçar os sentidos, como a visão e o olfato, vai perceber que muitas árvores estão em estágio de floração. O cardápio de cores e cheiro pelo Centro de Caruaru, no Agreste pernambucano, é vasto.

É que o período de floração de algumas árvores está desregulado. É o que afirma o biólogo Alexandre Henrique: “elas dependem de clima, temperatura, chuva, luminosidade. Com a poluição, o homem jogando muito gás carbônico, a gente mexeu com a temperatura, e elas estão florando em um período inadequado”.

O especialista indica que o ipê roxo que há no pátio da Fundação de Cultura, por exemplo, deveria florar entre os meses de junho e agosto. Já o jasmim-manga que há em frente à Catedral, é originário do México e deveria florar entre setembro e novembro. Na Avenida Agamenon Magalhães, no Bairro Maurício de Nassau, as cores fortes do flamboyant, que deveriam começar a aparecer em outubro e a desaparecer neste mês de janeiro, se mostram ainda vívidas.

O ipê amarelo deveria florar só até outubro. Também com cores amarelas, a canafístula que há em frente ao Ministério Público do Trabalho geralmente flora entre setembro e outubro, mas o processo está ocorrendo em janeiro.

As árvores deixam as ruas mais bonitas e exalam um perfume com o cheiro da natureza. “Achei linda, maravilhosa, dá outra vista aqui na rua e tem outra: árvore é sempre uma vida, não é?, destaca a aposentada Erenice Morais. Já a funcionária pública Eliane Zacarias, complementa: “realmente encanta, acalma e até alivia o estresse”.

Mas, esse espetáculo que chama a atenção, na verdade é feito para atrair outros seres. É como se fosse uma espécie de namoro. O romântico beija-flor parece admirar as cores das flores roxas do ipê. Aos poucos ele vai em busca do néctar, se alimenta e acaba ajudando na reprodução das plantas. “Ela flora, as cores e o cheiro servem para atrair pássaros, para a questão da reprodução. Ele vai pegar o néctar e, ao mesmo tempo, o pólen vai ser espalhado”, detalha também o biólogo.

 (Fonte: G1)