sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Homem e primatas queimam 50% menos calorias ao dia que outros mamíferos

O homem e outros primatas queimam metade das calorias por dia que o restante dos mamíferos queima, aponta um novo estudo conduzido por pesquisadores ligados à Hunter College e à Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Esse déficit de queima calórica, caracterizado por um metabolismo mais lento, permite ao homem e outros primatas viverem vidas mais longas e crescerem menos velozmente.

O assunto é destaque no jornal científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Para chegar à conclusão de que queimamos 50% menos calorias que outros mamíferos, a pesquisa reuniu um time de cientistas e usou primatas em zoológicos, santuários animais e na vida selvagem como exemplo, totalizando 17 espécies.

Os pesquisadores usaram uma técnica que monitora a produção corporal de gás carbônico, permitindo medir a queima de calorias dos primatas no período de 10 dias. Ao combinar essas medidas com dados de outros estudos, os cientistas puderam comparar a queima calórica diária de primatas com o restante dos mamíferos.

Essa sensível redução na taxa metabólica era, até então, desconhecida entre primatas, mas é o que lhes permite viver mais. Todos os organismos precisam de energia para crescer e se reproduzir.
A lentidão com que primatas crescem, se reproduzem e envelhecem está de acordo com sua baixa taxa de gasto energético, indicando que a evolução atuou na taxa metabólica de forma a permitir que primatas vivam vidas mais longas, aponta o texto de divulgação do estudo.

Uma maratona por dia – “Os resultados foram surpreendentes. Humanos, chimpanzés, babuínos e outros primatas gastam apenas metade das calorias diárias de outros mamíferos. Para por esse conceito em perspectiva, um humano —mesmo que com estilo de vida fisicamente ativo— teria de correr uma maratona por dia para chegar à média diária de gasto energético de um mamífero de seu tamanho”, afirma o antropologista Herman Pontzer, líder da pesquisa.

Os cientistas envolvidos na descoberta afirmam que ela permitirá um melhor conhecimento sobre os processos pelos quais o corpo passa ao envelhecer, além de possibilitar mais entendimento sobre desordens metabólicas e obesidade.

 (Fonte: UOL)