sábado, 28 de dezembro de 2013

Cientistas querem criar robô perfeito para ajudar em catástrofes

Conheça os 8 incríveis humanóides vencedores da 2a etapa do DARPA Robotics Challenge. Desafio reuniu 16 times. Última fase será em 2014.


O objetivo da competição, que terá sua terceira e última etapa em 2014, é acelerar o desenvolvimento de robôs que possam entrar em ação para ajudar em ações de salvamento e recuperação durante e depois de desastres naturais ou provocados pelo homem.A segunda etapa do DARPA Robotics Challenge (DRC) 2013, realizado na cidade de Homestead, Flórida, nos dias 21 e 22 de dezembro, atraiu 16 robôs humanóides de várias partes do mundo. O evento é patrocinado pela DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), o braço de pesquisas do Departamento de Defesa americano.
Durante dois dias, os 16 robôs tiveram que colocar em teste suas habilidades de executar oito tarefas, incluindo subir escadas, dirigir automóveis e atravessar terrenos acidentados. A competição aconteceu na Homestead Miami Speedway, pista de corridas utilizada pela Nascar.
Os oito primeiros colocados estão classificados para a próxima e última etapa do desafio, a se realizar no final de 2014 e concorrer ao prêmio de 2 milhões de dólares. Quando o desafio começou, em junho de 2013, eram 100 robôs competindo. .
As oito tarefas de "robo hércules"

Os vencedores
O time japonês Schaft, que construiu seu próprio robô humanoide de duas pernas chamado S-One (foto abertura), conquistou 27 do máximo de 32 pontos da competição. O primeiro lugar teve mais mérito por conta de que os japoneses desenvolveram sua própria tecnologia, enquanto que outros times utilizaram robôs criados por empresas especializadas em robótica (a maioria usando o robô Atlas, da empresa Boston Dynamics).
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O segundo lugar (foto acima) ficou com time IHMC Robotics, do Florida Institute for Human and Machine Cognition da cidade de Pensacola, que marcou 20 pontos com seu robô Atlas-Ian.
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O terceiro lugar (foto acima) foi conquistado pelo Tartan Rescue, time da Universidade Carnegie-Mellon, marcando 18 pontos com o robô CHIMP; seguido do time do MIT, com 16 pontos (quarto lugar) conquistados pelo robô Atlas-Helios. O quinto lugar ficou com o RoboSimian, criado pelo Jet Propulsion Laboratory da NASA, com 14 pontos.
Em sexto, sétimo e oitavo lugares ficaram, respectivamente, o time TracLabs Inc. que marcou 11 pontos usando o robô Atlas; o time da Worcester Polytechnic Institute, também com 11 pontos com o robô Atlas-Warner (mas em sétimo porque os humanos tiveram de ajudar mais seu robô que o concorrente da TracLabs); e o Team Trooper, do Lockheed Martin Advanced Technology Laboratories, com 9 pontos marcados pelo robô Atlas.
Robôs para salvar os homens

Durante entrevista antes da competição, o diretor do DARPA, Arati Prabhakar, agradeceu aos times por mostrarem a capacidade humana de criar e trabalhar duro para encontrar uma tecnologia que auxilie nos momentos de desastre. "Mostraremos ao mundo que é possível utilizar robôs quando as catástrofes acontecem. Os times estão aqui para mostrar às pessoas que podemos enxergar e fazer um futuro melhor com apoio da robótica".
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Gill Pratt, gerente de programação do DARPA e responsável pelo DRC, comentou que o lugar escolhido, Homestead, já passou ele próprio por devastações promovidas por desastres naturais e precisou de ajuda em 1992, depois que o Furacão Andrew passou pelo terreno próximo dizimando a Base Aérea de Homestead, matando 65 pessoas e causando mais de 26 bilhões de dólares em prejuízos.
Mas uma catástrofe mais recente - o desastre nuclear de Fukushima, em março de 2011 - inspirou o DARPA a criar a competição DRC. Se na época robôs similares aos que competem hoje no DRC tivessem disponíveis, ele s poderiam ter sido usados para evitar o desastre. "Robôs que vemos hoje são fatos científicos e não personagens de ficção científica". disse Pratt.
* Com reportagem de Sharon Gaudin - Computerworld (US)