quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Menina perseguida pelo Talibã inaugura a maior biblioteca pública da Europa

"Não há arma mais poderosa do que o conhecimento nem maior fonte de conhecimento do que a palavra escrita. Canetas e livros são armas que derrotam o terrorismo". Foram com estas palavras libertadoras que a paquistanesa Malala Yousafzai, de 16 anos, inaugurou na terça-feira, 3 de setembro, a maior biblioteca pública da Europa, na região central de Birmingham (Inglaterra).

malala-ecod.jpg
Jovem sobreviveu a um atentado praticado por militantes do grupo extremista Talibã
Foto: Divulgação


Malala ganhou projeção mundial ao defender o direito das meninas de ir à escola. A jovem vive na cidade inglesa desde outubro de 2012, após ter sobrevivido a um atentado praticado por militantes do grupo extremista Talibã.

A biblioteca abrigará pelo menos um milhão de livros, entre eles algumas joias da literatura inglesa, como o First Folio, de William Shakespeare, que compõe a primeira coleção de peças teatrais do dramaturgo.

 Também ficará no local o livro As Aves da América, de John James Audubon, avaliado em US$ 10 milhões. Antes de receber uma condecoração da instituição, Malala presentou a biblioteca com um exemplar de O Alquimista, do escritor brasileiro Paulo Coelho.

A meta de Malala

Conforme o EcoD mostrou em julho, a jovem propõe agora a seguinte meta ao mundo: colocar todas as crianças do planeta na escola. Em junho, Malala foi a primeira pessoa a assinar uma petição global que reivindica ação urgente para garantir a todas as crianças o direito de frequentar os colégios em segurança - qualquer pessoa pode assinar o documento, disponível na internet.

Segundo a organização não governamental Avaaz, peritos sobre o assunto dizem que colocar todas as crianças do mundo na escola custaria o mesmo que criar duas usinas nucleares. "Colocar todas as crianças na escola parece algo ambicioso, mas na verdade é uma meta alcançável por meio de um aumento moderado do apoio financeiro internacional em cerca de US$ 26 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões)", completa a ONG.

(ECOD)