domingo, 13 de outubro de 2013

Feira livre no Paraná troca lixo reciclável por alimentos

Um programa da Prefeitura de Umuarama, no Paraná, possibilita que os moradores de comunidades de baixa renda troquem materiais recicláveis por alimentos na feira, além de viabilizar o encaminhamento desses resíduos à uma cooperativa. 

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Produtos presentes na feira, realizada quinzenalmente, são frescos e vêm de pequenos produtores da cidade
Fotos: @ J.A. Sabino

O Lixo que Vale inclui ainda as Moedas Verdes, um dinheiro fictício que atua como mecanismo de troca. 

A ideia é reduzir o desperdício e ainda ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os produtos presentes na feira, realizada quinzenalmente, são frescos e vêm de pequenos produtores da cidade. A pesagem dos produtos para reciclagem é feita todas as semanas e quem juntar um quilo de material tem direito a uma Moeda Verde.

No momento da pesagem, a pessoa recebe o vale-compra correspondente para ir à feira. “Esta é uma maneira diferente de envolver a comunidade na preservação do meio ambiente”, lembrou o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Antônio Carlos Fávaro.


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Cerca de 240 toneladas/mês são destinadas à reciclagem
A lista de alimentos oferecidos para a troca inclui 20 tipos diferentes de frutas, verduras e legumes, além de bolachas, doces, pães, ovos, carne e até rapadura.
Além disso, o trabalho alivia a pressão sobre o aterro sanitário municipal, que recebe 1.200 toneladas de lixo por mês. Cerca de 240 toneladas são destinadas à reciclagem, mas esse volume pode dobrar se a população se conscientizar. O objetivo é atingir 500 toneladas de recicláveis separados, a cada mês, o que também vai aumentar o número de pessoas empregadas pela cooperativa.

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Lista de alimentos oferecidos para a troca inclui 20 tipos diferentes de frutas, verduras e legumes

“É tudo coisa de primeira, fresquinha, que sai direto do pequeno produtor rural, passa pelo Banco de Alimentos e é distribuído aos moradores. Os benefícios são enormes. Uma alimentação de qualidade melhora a saúde, dá mais disposição para o trabalho e ajuda no desempenho escolar. O dinheiro que as famílias economizam com a compra desses alimentos pode bancar outras necessidades, melhorando a qualidade de vida de todos”, analisa o prefeito Moacir Silva.

(ECOD)