sábado, 28 de setembro de 2013

Em vez de cavalos, veículo sustentável recolhe resíduos recicláveis no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul é comum ver a utilização de carroças puxadas por cavalos para o transporte de lixo e materiais recicláveis. 

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O projeto busca parcerias
Fotos: Arquivo Pessoal

A cena é comum mesmo nas avenidas e ruas da capital Porto Alegre. Porém a prática apresenta alguns problemas, a exemplo da falta de segurança no trânsito e a exploração animal. Na tentativa de mudar essa realidade, o engenheiro Jason Duani Vargas, de 33 anos, criou o Cavalo de Lata - um transporte sustentável com o objetivo de substituir os cavalos e as carroças, informou a RBS TV.

O trabalho começou em Santa Cruz do Sul, em 2012, e já colhe frutos. Depois de nove meses de trabalho efetivos, o protótipo do transporte está 100% pronto e viaja pelo Brasil a convite de eventos, prefeituras e empreendedores para apresentar o projeto e buscar parcerias. No início de setembro, Vargas esteve presente em Belo Horizonte, mas ainda deve passar por Fortaleza, Curitiba e mais 30 cidades.

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Veículo é 100% elétrico

100% elétrico 


Para a produção em larga escala e emplacamento, o Cavalo de Lata precisa da autorização do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Segundo o órgão, primeiro o projeto deve ser vistoriado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que deve classificá-lo conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), levando em conta tipo de tração, espécie e categoria. Posteriormente, deve ser avaliado pelo Denatran, que confere se o veículo atende a todos os itens de segurança ou se necessita de alterações.

O veículo já sofreu modificações desde o início do projeto. Antes ele era elétrico e manual, agora é 100% elétrico. A alteração se deve ao aumento de capacidade, de 350 quilos para 500 quilos, tornando os pedais dispensáveis. O novo modelo possui cinto de segurança e cobertura. Sua velocidade máxima aumentou de 20 km/h para 25 km/h, além disso, houveram as trocas de rodas, colocação de baterias tracionárias, volante, banco duplo, faróis e iluminação mais eficientes.

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O valor para aquisição do veículo ainda não está definido

A bateria do Cavalo de Lata é recarregada com energia elétrica e tem 60 km de autonomia. De acordo com Vargas, se o catador fizer 12 km/dia, andará de segunda a sexta-feira sem precisar recarregá-lo. O custo por quilômetro percorrido varia entre cerca de R$ 0,02 a R$ 0,05.
As peças utilizadas na montagem foram retiradas de motocicletas, encontradas em oficinas. As luzes são de LED, com pilhas internas. A carroceria apresenta faixas reflexivas e segue as medidas estabelecidas pelo Departamento Nacional de Trânsito, assim como a gaiola de proteção para o motorista.
O valor para aquisição do veículo ainda não está definido. Inicialmente, a previsão era de que girasse em torno de R$ 12 mil, mas a definição dependerá de parcerias para produzi-lo.

(ECOD)