terça-feira, 2 de julho de 2013

Com sacolas amarradas aos pés, ‘nadador’ recolhe lixo em ilha do ES

Pedaços de pano, restos de sapato, sacolas, copos, garrafas e embalagens de plástico ilustram a sujeira deixadas em praias e ilhas da Grande Vitória, no Espírito Santo, por quem frequenta o local.

O lixo pode ser fatal para animais marinhos, como peixes e tartarugas. Mesmo na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, ainda é possível encontrar esse tipo de cenário. Mas ainda há exemplos de capixabas que se preocupam com a preservação ambiental.

O universitário Davi Nogueira é um deles. Ele nada até a ilha Pituã, em Itapuã, na cidade de Vila Velha, e, com várias sacolas, recolhe o lixo deixado na ilha e os leva até um local apropriado. Davi contou que prende as sacolas cheias com um barbante e as amarra nos dedos para poder voltar nadando. “A motivação principal é deixar o lugar que a gente usa e está sempre visitando com uma cara mais limpa, mais agradável”, disse.

Praias sujas – O funcionário público Maurício Bourguinon também contou que não gosta de deixar o lixo para trás. “Praia suja mostra que é um povo que não tem educação, então é importante que todos tenham essa consciência de manter a praia limpa. É simples é fácil, saiu de casa já trás a sacolinha”, afirmou.

Para o analista de sistema, José Roberto, as lixeiras presentes nas orlas das praias não são suficientes, às vezes elas estão destruídas ou cheias de mais. “Isso é horrível porque tem muitas crianças por aqui e faltam lixeiras. Têm poucas aqui”, contou.

O lixo encontrado na praia também pode ser vistos nas ilhas que fazem parte do litoral capixaba. A chuva, o vento e as próprias pessoas que visitam o local acabam levando o lixo debaixo d’água. De acordo com o oceanógrafo Paulo Rodrigues, as sacolas são fatais para as tartarugas. “Geralmente a tartaruga tenta se alimentar de algas e confunde o lixo com a alga. A tartaruga verde é a mais afetada. De 500 tartarugas que a gente fez a necropsia no ano de 2012, 165 tiveram lixo dentro delas”, apontou.

 (Fonte: G1)