sábado, 1 de junho de 2013

Anvisa manda reduzir quantidade de iodo no sal de cozinha

Objetivo, segundo agência, é adequar nível do elemento químico às normas da Organização Mundial de Saúde.


Sociedade Brasileira de Endocrinologia contesta decisão e teme prejuízos a saúde de grávidas e de moradores de regiões afastadas do litoral

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no início da noite desta terça-feira a redução nos limites do teor de iodo no sal para consumo humano no país. A quantidade terá que ficar entre 15 mg e 45 mg por quilo do produto. A decisão foi tomada depois de uma reunião da Diretoria Colegiada da agência, em Brasília, que estava aberta ao público. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia contesta a nova regra.

Até agora, a Anvisa determinava que cada quilo de sal poderia conter de 20 mg a 60 mg de iodo. A resolução deve ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. A estimativa é que a agência dará 90 dias para que o mercado se adeque à nova regra.

A medida visa readequar o nível de iodo seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), diz a Anvisa.

A decisão da agência sanitária, no entanto, está longe de ter consenso na comunidade médica. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) não concorda com essa diminuição e acredita que, ao invés de se preocupar com a variação do teor do iodo, a agência deveria trabalhar pela redução do consumo de sal como um todo.

A sociedade médica, por meio de nota, declarou que acredita que os prejuízos da diminuição do iodo, principalmente nas grávidas, são maiores que os possíveis benefícios dessa redução. Além disso, teme que os casos de bócio (conhecido também como papo), causado pela falta de iodo, voltem a aparecer em grande escala, principalmente em municípios que ficam longe do litoral e onde as pessoas tem pouco contato com o nutriente.

(O Globo)