quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nova espécie de aranha caranguejeira rara é descoberta na Ásia



 
Uma nova espécie rara de aranha caranguejeira, que pode chegar a ter 20 centímetros de tamanho, considerando a extensão das patas, foi descoberta em florestas ao norte do Sri Lanka, na Ásia, por uma equipe de cientistas.

Batizada de Poecilotheria rajaei, a aranha tem cor castanho-acinzentada, com padrões de listras nas patas variando entre branco, cinza e creme, dependendo do animal.
Ela se alimenta de insetos, pequenos lagartos e até mamíferos de tamanho reduzido, como morcegos, afirma a Sociedade Britânica de Tarântulas, à qual seu “descobridor” é vinculado. Ranil Nanayakkara, autor do achado, também é co-fundador da Organização pela Pesquisa e Educação da Biodiversidade do Sri Lanka.
O aracnídeo é “parente” de outras caranguejeiras (também conhecidas como tarântulas) como a Theraphosa blondi, encontrada na Amazônia e considerada uma das maiores do mundo, segundo a sociedade britânica.
A descrição da espécie foi publicada na revista da instituição, em dezembro. Em entrevista ao G1, o editor da revista, Peter Kirk, desmentiu a ideia de que se trata de uma aranha gigante. “A Poecilotheria rajaei é uma tarântula de tamanho médio, variando de 13 a 15 centímetros, em média”, disse. Ele ressaltou que o tamanho máximo pode chegar a 20 centímetros.
Veneno fraco – O veneno da aranha não é suficiente para causar sérios danos a um ser humano, sendo parecido com o de outras caranguejeiras, ponderou Kirk. “Aparentemente a Poecilotheria rajaei é incomum, e isso se deve enormemente à destruição de seu habitat natural”, disse o editor.
Caranguejeiras arbóreas, como a nova espécie, em geral são encontradas em buracos de árvores antigas. No entanto, devido à degradação de seu habitat, este aracnídeo pode se esconder em rachaduras de casas e em construções abandonadas, afirma Kirk.
“O animal foi batizado de rajaei em homenagem ao policial Michael Rajakumar Purajah, que foi essencial em guiar a equipe de cientistas nas florestas perigosas do norte do Sri Lanka, onde ainda há resquícios de conflitos que atingem o país”, afirmou o editor. 
(Fonte: G1)