Biochip acústico abre caminho para tricorder


Tricorder da vida real
Fazer com que uma gota de sangue ou outro líquido corporal percorra canais microscópicos em um aparelhinho do tamanho de um polegar pode significar exames médicos feitos na hora, no próprio consultório médico.

Biochip acústico abre caminho para tricorder
Este biochip pode se tornar o coração de um aparelho médico semelhante ao tricorder, da série Jornada nas Estrelas. [Imagem: Penn State and Ascent BioNano Technologies]
Esta é a meta dos biochips, que empregam técnicas de um campo conhecido como microfluídica.
O problema é combinar com as gotas para que elas fluam suavemente pelos microcanais, onde possam atingir os reagentes e biomarcadores que podem indicar as doenças.
Daniel Ahmed e seus colegas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, acreditam ter encontrado uma técnica melhor para empurrar as gotículas do que o bombeamento ou a manipulação por meio de pinças ópticas.
Usando dois feixes de ondas sonoras, os pesquisadores conseguiram bem mais do que empurrar o líquido pelos microcanais: eles criaram uma técnica com uma precisão que permite ordenar células individuais.
Segundo o professor Tony Jun Huang, coordenador do estudo, o biochip sônico pode classificar células em cinco ou mais canais, permitindo analisar simultaneamente mais tipos de células.
Para ele, esse pode ser o caminho para criar dispositivos médicos semelhantes ao tricorder, da série Jornada nas Estrelas.
"Eventualmente você poderá fazer exames em um aparelho do tamanho de um telefone celular," afirmou. "É muito factível e nós já estamos trilhando esse caminho agora."
Som das células
Atualmente só existem aparelhos que conseguem separar células em esquemas de encruzilhada - usando apenas dois canais - além do que as células precisam estar imersas em gotículas líquidas.
O biochip foi construído sobre uma camada de um tipo de silicone (polidimetilsiloxano) onde foram colocados dois minúsculos transdutores eletroacústicos - mais conhecidos como alto-falantes.
Conforme as ondas acústicas dos dois alto-falantes interferem entre si, elas formam pontos de alta e baixa pressão sobre o chip. Quando as células entram nos microcanais, elas são canalizadas naturalmente para os nós de baixa pressão.
Para manipular as células conforme a necessidade basta ajustar as ondas dos dois alto-falantes.
"Nós podemos fazer mais", disse Huang. "Nós poderíamos fazer 10 canais, se quiséssemos, nós fizemos apenas cinco porque achamos que era impressionante o suficiente para mostrar o funcionamento do conceito."
Além dos exames tradicionais, devido à precisão com que manipula as células, a nova técnica permitirá a realização de exames genéticos.
(Inovação Tecnológica)

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