terça-feira, 5 de março de 2013

Grifes famosas ocupam últimos lugares em ranking de produção sustentável


No intuito de propor uma disputa entre marcas de alta costura por uma produção mais sustentável e trazer transparência aos consumidores, o Greenpeace Itália criou o ranking Duelo da Moda, que teve o resultado divulgado no dia 7 de fevereiro.
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Símbolo de luxo e status, a grife italiana Prada ocupou um dos últimos lugares no ranking por não responder ao questionário sobre política ambiental
Foto: Divulgação


Na lista é possível perceber grandes diferenças entre as políticas de adequação ambiental das grifes. Grande parte delas continua utilizando produtos tóxicos que poluem as águas e couro originário de áreas desmatadas ilegalmente. E o pior de tudo é que, segundo o Greenpeace, poucas têm planos de mudar de atitude.

Quem aparece no topo da marca mais sustentável é a grife italiana Valentino, por se comprometer a eliminar todos os lançamentos de produtos químicos tóxicos e a adotar o desmatamento zero em toda a sua cadeia de fornecimento. Enquanto isso, no final da lista, surgem marcas famosas como Prada, Chanel, Hermès e Dolce & Gabbana. Acompanhe o porquê na lista abaixo, das 15 grifes menos sustentáveis, divulgada pela Exame.

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Símbolo de luxo e status, a grife italiana Prada está longe de ser considerada ecofriendly, segundo a ONG ambientalista

Alberta Ferretti
A lista de marcas reprovadas pelo Greenpeace começa com a Alberta Ferretti. Especializada em roupas da moda feminina, a grife não respondeu ao questionário da ONG,"recusando-se a compartilhar” informações sobre sua política de compra de couro e celulose e uso de produtos tóxicas na produção têxtil.
 
Armani
Segunda colocada no ranking, a Armani respondeu apenas parcialmente e com um baixo grau de transparência o questionário, segundo o Greenpeace. Embora demonstre comprometimento com a compra responsável de couro e da celulose para fabricação de embalagens, a marca não se posiciona a respeito do uso de produtos químicos nas suas roupas que possam contaminar recursos hídricos ao fim do seu ciclo de vida.
 
Dior
Em resposta ao questionário do Greenpeace, a Christian Dior afirma que tem políticas de desmatamento zero em vigor com relação ao couro e à celulose. Apesar disso, a ONG ambientalista diz que a empresa ainda usa produtos químicos perigosos na confecção dos tecidos.
 
Gucci
A italiana Gucci também está comprometida com políticas que garantam a sustentabilidade de suas matérias-primas. Para alcançar um desempenho mais exemplar, no entanto, a marca precisa abraçar metas de desintoxicação do processo têxtil.
 
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Segundo o Greenpeace, a LV deixa a desejar nas metas de desintoxicação da produção têxtil 

Louis Vuitton
A Louis Vuitton afirma ter políticas de desmatamento zero com relação à origem do couro e à compra de celulose. Mas, segundo o Greenpeace, a holding deixa a desejar nas metas de desintoxicação da produção têxtil.
 
Ermenegildo Zegna
A marca de luxo italiana Ermenegildo Zegna é outra de desempenho mediano quando o assunto é meio ambiente, na avaliação do Greenpeace. A principal crítica feita pela Ong é a de que a grife ainda não se juntou à campanha de desintoxicação do Greenpeace, a Detox.
 
Ermenegildo Zegna
A marca de luxo italiana Ermenegildo Zegna é outra de desempenho mediano quando o assunto é meio ambiente, na avaliação do Greenpeace. A principal crítica feita pela Ong é a de que a grife ainda não se juntou à campanha de desintoxicação do Greenpeace.
 
Versace
A grife de alta-costura comandada por Donatella Versace se empenha em garantir a sustentabilidade da origem do papel que usa em suas embalagens e também do couro. Entretanto, segundo a Ong, a marca ainda não aceitou um compromisso vinculativo para colocar em prática a política de desmatamento zero e o programa Detox.
 
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Segundo o Greenpeace, a D&G "não respondeu" ao questionário, o que demonstra falta de transparência 

Salvatore Ferragamo
Famosa por suas bolsas e sapatos ostentados por beldades como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn e Claudia Schiffer, a grife italiana Salvatore Ferragamo não convence quando o assunto é meio ambiente. Segundo o Greenpeace, apesar da marca demonstrar preocupação com a origem do papel de suas embalagens, ela ainda carece de um compromisso vinculativo pelo Desmatamento Zero e pela eliminação de produtos químicos perigosos na confecção dos tecidos.
 
Roberto Cavalli
De acordo com o Greenpeace, a grife de alta-costura Roberto Cavalli não forneceu respostas concretas para a pesquisa, tampouco assinou compromissos de desmatamento zero. De acordo com a ONG, “não há garantia de que a empresa possui políticas que asseguram o respeito às florestas e aos recursos hídricos”.
 
Chanel
Por não tomar qualquer decisão sobre melhorias em suas políticas ambientais, a Chanel também aparece entre os últimos colocados no ranking. Segundo o Greenpeace, a marca não respondeu a pesquisa sobre suas práticas de negócios.
 
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Segundo o Greenpeace, a Dior ainda usa produtos químicos perigosos na confecção dos tecidos

Dolce & Gabbana
Outra grife de alta-costura criticada foi a Dolce & Gabbana. Segundo o Greenpeace, a marca "não respondeu" ao questionário, o que, segundo a Ong, demonstra falta de transparência com os consumidores sobre sua política ambiental.
 
Hermès
Conhecida pela elegância e sobriedade de suas coleções, a grife francesa é outra que decepciona no ranking de moda verde. De acordo com o Greenpeace, a marca não respondeu a nenhum dos questionários sobre a política ambiental da sua produção.
 
Prada
Símbolo de luxo e status, a grife italiana Prada está longe de ser considerada ecofriendly, segundo a ONG ambientalista. Como suas antecessoras no ranking, a marca não respondeu ao questionário sobre política ambiental.
 
Trussardi
Fechando a lista de grifes de alta-costura menos verdes, aparece mais uma italiana, a Trussardi. O mau desempenho deve-se à recusa da marca em responder o questionário de política ambiental, o que, segundo o Greenpeace, demonstra falta de compromisso e transparência com os consumidores.
Clique aqui e veja o ranking completo (em inglês).

(ECOD)