terça-feira, 5 de março de 2013

Brasil tem cinco empresas entre as mais sustentáveis do mundo


Uma empresa de cosméticos, uma companhia energética, uma mineradora, um grupo varejista e um banco podem desenvolver atividades que impactam bastante ao meio ambiente. Mas, ao mesmo tempo, também têm condições de viabilizar projetos de destaque para minimizar tais efeitos.
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Sede da Natura em Cajamar (SP) - empresa foi a melhor colocada no ranking entre as brasileiras
Foto: Divulgação

Por essas razões, cinco empresas brasileiras constam no ranking das cem companhias mais sustentáveis do mundo, elaborado pela revista canadense Corporate Knights e divulgado durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. São elas: Natura (2ª colocada), Cemig (43ª), Vale (49ª), Pão de Açúcar (74ª) e Banco do Brasil (100ª).

Segundo informações da Época Negócios, as empresas têm de ter um valor de mercado de no mínimo US$ 2 bilhões (cerca de R$ 4 bilhões), até agosto do ano anterior (no caso, outubro de 2012) para poderem ser avaliadas pela comissão julgadora.

Natura (2ª colocada), Cemig (43ª), Vale (49ª), Pão de Açúcar (74ª) e Banco do Brasil (100ª) representam o Brasil no ranking.
O grupo também avalia outros indicadores como a produtividade da companhia no uso de energia, de água, de geração de resíduos, de emissões de carbono, o percentual de mulheres em postos de comando, segurança no trabalho, capacidade de inovação, relação entre o salário dos CEOs (Chief Executive Officeer) e demais funcionários, capacidade de inovação e rotatividade dos funcionários na empresa.

Pelo segundo ano consecutivo, a Natura ficou em segundo lugar no ranking. Em 2011, a companhia tinha ficado em 66º lugar. O primeiro posto deste ano ficou para a belga Umicore, que deve seu faturamento de U$ 19 bilhões à produção de tecnologias limpas, como catalizadores que diminuem a poluição gerada pelos automóveis. Para fabricar produtos como esse, a empresa utiliza cobre, zinco, cobalto e metais preciosos a partir da recuperação (ou seja, reciclagem) de resíduos de equipamentos eletrônicos, conversores, baterias recarregáveis e resíduos de fábricas de cobre e zinco.

Quando olhamos para a distribuição geográfica das empresas, o resultado é irônico: Estados Unidos e Canadá, países que hoje estão fora do Protocolo de Kyoto (o documento da ONU que estabelece metas de redução de emissões de CO2 para as nações signatárias), contam com o maior número de empresas no ranking, dez cada um. Em seguida aparecem Austrália, Reino Unido e França, com nove cada, Alemanha, com sete empresas, e o Brasil, com cinco.


(ECOD)