Físicos
da Universidade Ludwig Maximilian, em Munique, alcançaram pela primeira vez uma
temperatura abaixo do zero absoluto, ao criar um gás quântico ultrafrio feito
de átomos de potássio, usando lasers e magnetismo.
Os pesquisadores conseguiram chegar apenas alguns bilionésimos de 1 Kelvin –
unidade básica internacional que mede a temperatura de um objeto – abaixo do
zero absoluto (o equivalente a -273,15º C). Os resultados estão publicados na
revista “Science”.
A nova
técnica criada pelos alemães abre portas para o desenvolvimento de dispositivos
quânticos e materiais com temperatura abaixo de 0 Kelvin.
O novo
gás também imita o comportamento da “energia escura” – força misteriosa que
leva o Universo a se expandir a uma taxa cada vez mais rápida contra a força da
gravidade – e poderia ajudar os astrônomos a entender a origem e a evolução do
Universo.
Temperatura e energia de um gás – Em meados de 1800, o
físico e engenheiro irlandês William Thomson, conhecido como Lorde Kelvin,
definiu a escala de temperatura absoluta, que começa numa temperatura
equivalente a -273,15º C.
Mais
tarde, cientistas perceberam que a temperatura de um gás está relacionada com a
energia média de suas partículas. O zero absoluto, portanto, corresponde ao
estado teórico em que as partículas não têm nenhuma energia – e as temperaturas
mais altas equivalem às energias mais altas.
Apesar
disso, na década de 1950, os físicos começaram a perceber que isso não é sempre
verdade. Isso porque, normalmente, a maioria das partículas tem uma energia
média ou próxima dela – apenas algumas apresentam alta energia. Na teoria, se a
situação fosse inversa, com mais partículas concentrando alta energia, a
temperatura absoluta passaria de um resultado positivo para um negativo.
(Fonte:
G1)

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