domingo, 1 de maio de 2016

Casas flutuantes independentes podem aliviar cidades

Casas flutuantes são comuns na região Norte do Brasil, mas elas sempre foram associadas à população de renda mais baixa, que não teria outra opção de moradia.

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Construída sobre uma plataforma flutuante de 13 x 13 metros, a casa tem 134 metros quadrados de área útil
Imagem: Fraunhofer IVI

Engenheiros alemães discordam dessa visão, e acreditam que as casas flutuantes podem não apenas ser uma opção de moradia de alta qualidade, como também tornarem-se uma alternativa para o lazer, uma opção mais versátil para as casas de veraneio.

Além do interesse da população e de resolver o problema da casa própria, as casas flutuantes poderiam compor um novo setor econômico envolvendo empresas de pequeno e médio porte, defende o professor Matthias Klingner, do Instituto de Transporte e Infraestrutura da Alemanha.


"Esse tipo de casa flutuante energeticamente autossuficiente não existe ainda. Nós queremos encontrar uma solução para esse tipo de ambiente," disse ele.Flutuante e sustentável



Klingner lidera uma equipe de engenheiros de várias universidades e empresas privadas alemãs que se uniram para tornar realidade moradias flutuantes que sejam confortáveis, energeticamente eficientes e totalmente "amigas do meio ambiente".


"Ainda não está pronta", seria melhor dizer, porque um protótipo já está flutuando, e o projeto prevê que ele seja apresentável aos interessados em 2017.

Vivendo na água de forma independente


Construída sobre uma plataforma flutuante de 13 x 13 metros, a casa tem 134 metros quadrados de área útil, sendo 75 no piso inferior e 34 no superior, além de um terraço com 15 metros quadrados.


Painéis solares abastecem a residência com eletricidade durante o dia e geram um excedente que é armazenado em baterias de lítio para garantir a energia à noite. Para economizar espaço, as baterias são integradas nas paredes e nas escadas.
Como está sendo projetada para ser usada em regiões onde o inverno é muito rigoroso, há um cuidadoso sistema de aquecimento, também totalmente independente e que não utiliza eletricidade.


Outra preocupação é com o fornecimento de água, que usa um sistema de circuito fechado tanto para a água potável, quanto para a água de serviço. Ou seja, toda a água da casa é reciclada continuamente, usando uma combinação de membranas cerâmicas e vários processos eletroquímicos e fotocatalíticos.O projeto usa um sistema duplo com sais hidratados, que absorvem o calor excedente do fogão ou da lareira, e uma unidade de armazenamento de calor feito com zeólitas. 


Ambos funcionam com base unicamente em processos físico-químicos e são reversíveis, o que significa que podem ser usados tanto para o aquecimento no inverno, quanto como sistema de ar-condicionado no verão.

O projeto conta com a colaboração de uma série de empresas, cada uma das quais se incumbiu de desenvolver sua tecnologia de forma a acomodá-la dentro da casa flutuante até 2017.

No Brasil, o Instituto Mamirauá possui uma casa flutuante para realização de pesquisas na Amazônia que incorpora alguns recursos de sustentabilidade.

(Fonte: ECOD - Via Inovação Tecnológica)