Esquema ilustrativo da nanoantena de luz - na realidade, as nanopartículas de ouro medem 36 nanômetros, enquanto o separador de DNA tem a metade desse tamanho. [Imagem: Busson et al./Nature]
Captando e emitindo luz
Agora, cientistas franceses criaram uma antena que não apenas consegue captar as ondas de luz, como também consegue transmiti-las.
Essas antenas captadoras/emissoras de luz poderão ser a base de LEDs mais eficientes - emitindo luz - ou células solares mais compactas - captando a luz.
Mas também poderão ser usadas para captar os fótons usados na computação quântica.
Nanoantenas de luz
Como a luz oscila um milhão de vezes mais rápido do que as ondas de rádio, as antenas de luz precisam ser minúsculas - microscópicas, para ser mais exato.
Mickael Busson e seus colegas da Universidade de Marselha usaram duas nanopartículas de ouro e uma pequena molécula fluorescente para construir sua antena capaz de capturar e emitir luz.
Nas palavras dos cientistas, o seu equivalente óptico da tradicional antena dipolo é um emissor quântico - a molécula que dispara fótons - circundado por duas nanopartículas.
Mas era preciso dar uma estrutura para a antena, para que seus elementos ficassem estáveis.
Dadas as dimensões envolvidas, uma molécula de DNA sintético serviu bem ao propósito, separando as duas nanopartículas e agregando as moléculas emissoras de luz.
Produção em paralelo
Não é necessário montar as nanoantenas de luz uma a uma, o que seria inviável.
Os pesquisadores colocaram os ingredientes em solução, e fabricaram bilhões delas de uma vez só. O "eixo central" de DNA garante que cada peça fique em sua posição, com precisão nanométrica.
A molécula fluorescente funciona como uma fonte quântica, suprindo a antena com fótons, enquanto as nanopartículas de ouro amplificam a interação entre o emissor e a luz.
(Redação do Site Inovação Tecnológica )

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