Cientistas
da Universidade Murdoch, da Austrália, descobriram que o DNA encontrado em
material fossilizado não sobrevive a mais de 6,8 milhões de anos o que torna
“altamente improvável” a extração de material genético de dinossauros para
recriá-los na atualidade.
O estudo,
publicado na última edição da revista da academia de ciências britânica, pode
derrubar o mito que nascem com o filme “Parque dos Dinossauros”, lançado em
1993 pelo diretor Steven Spielberg.
Na obra
de ficção científica, o DNA dos dinossauros poderia ser extraído de mosquitos
preservados em âmbar durante milhões de anos. Tais informações genéticas
ajudariam na reconstrução de cromossomos dos répteis pré-históricos para
reproduzi-los.
Em
entrevista ao jornal australiano “Sydney Morning Herald, o cientista Mike
Bunce, um dos autores da investigação, afirma que desde a década de 1990 o mito
de recriar dinossauros permaneceu forte.
Para
conhecer a viabilidade do experimento, Bunce e seu colega, Morten Allentoft,
decidiram estudar o período de sobrevivência do DNA a partir dos restos de 158
moas, uma espécie de ave gigante já extinta e que vivia na Nova Zelândia.
A partir
dessa experiência, os pesquisadores descobriram que o DNA sobrevive em
fragmentos ósseos por “apenas” 6,8 milhões de anos, se for conservado a uma
temperatura de -5 ºC. De acordo com os pesquisadores, condições ambientais como
temperatura, ataques microbianos e oxigenação também afetam o processo de
decadência do DNA.
No
entanto, o cientista australiano disse que é provável que se possa extrair uma
quantidade significativa de material genético de restos fósseis com cerca de 1
milhão de anos, que estejam conservados em ambientes gélidos.
Ainda
assim, existem outras dificuldades para extrair o DNA de insetos conservados em
âmbar, já que eles tendem a desintegrar-se devido a seu estado de decomposição
e o material costuma estar contaminado e incompleto.
(Fonte:
G1)

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