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“Sabemos que as relações entre aluno, escola e professores estão muito desgastadas. Por isso, quis que o projeto mostrasse a eles a importância da convivência em grupo dentro de um consenso de solidariedade, compreensão, diálogo e respeito”, ressalta a professora. Para promover a interatividade, elas planejam junto com os alunos da 4ª série atividades lúdicas feitas duas vezes por semana que conseguissem entreter ambas as idades, como rodas de histórias, teatrinho de fantoche, brincadeiras cooperativas, recorte e colagem, montagem de livrinhos e brincadeiras com massinha, além de aulas de natação e futebol praticadas em conjunto.
A reação das turmas, segundo Fabiana, não poderia ter sido mais positiva. “É algo mágico de se ver. Os pequenos ficam muito ansiosos para que cheguem os dias da visita. Com o tempo, sentimentos como carinho, proteção e amizade se desenvolveram entre eles. Além disso, quando os pequenos não obedeciam, eles buscavam outras estratégias, sempre com muita paciência e educação”. Com o projeto, os alunos maiores também conseguiram respeitar mais o trabalho das professoras. “Eles passaram pelas mesmas situações que lidamos no dia-a-dia e perceberam o quanto é difícil prender a atenção e manter uma ordem”, conta a professora.
Ampliar o olhar da ética e da cidadania na escola também foi um dos objetivos. “Fizemos com que esses conceitos fossem inseridos em todo o conteúdo programático, auxiliando o trabalho do professor enquanto mediador” enfatiza Fabiana. Os resultados não poderiam ter sido mais positivos. “As crianças da educação infantil participaram com muito entusiasmo e os problemas de comportamentos dos maiores, que já eram antigos e que a equipe escolar não encontrava estratégias para modifica-los, foram completamente sanados”.
A ideia da professora Fabiana não é restringir o projeto apenas ao colégio, e sim, expandi-lo para a rede pública de ensino da cidade e para outros colégios particulares. “Ainda há uma grande distância para que a escola seja vista pelos alunos como um lugar acolhedor e prazeroso, onde não são cobrados apenas notas e trabalhos”. Para ela, repensar e reconstruir conteúdos para solucionar males como desinteresse e indisciplina é o grande desafio dos educadores. “Só assim conseguiremos construir uma escola mais justa, prazerosa e democrática”, frisa.
Quem se interessar pelo projeto pode entrar em contato com a professora Fabiana Congilio pelo e-mail: faby.ac@globo.com.
Texto de Isadora Rupp publicado na revista Profissão Mestre de maio/09.

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