O embaixador da França, Antoine Pouillieute esteve em Salvador para, ao lado de Jorge Guimarães, presidente da Capes, de Pierre Jaisson, presidente do Cofecub, e de Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), participar das comemorações dos 30 anos de parceria entre Brasil e França através do Convênio Capes/Cofecub.
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A França é o primeiro destino de bolsistas do ensino superior que saem do Brasil, enquanto que o Brasil recebe 50% do total dos investimentos de cooperação francesa nesse setor. Em três décadas, o Capes/Cofecub, atendeu 659 projetos em todos os campos disciplinares e, atualmente, cerca de 1.600 estudantes brasileiros desenvolvem projetos na França, por meio do programa. Estes números culminam num cenário internacional em que 50% dos investimentos em cooperação francesa no mundo, atualmente, se dirigem ao Brasil.
Dados tão positivos foram celebrados na cerimônia de abertura de seminário comemorativo da Capes/Cofecub, organizado pelos governos dos dois países.
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, ressaltou a importância e a prioridade da cooperação internacional, notadamente com a França. “A parceria com os franceses está nas raízes de nossas cooperações com outros países. Resultado disso é que cerca de 4% de toda produção científica nacional advém de projetos conjuntos com o país.”
Jorge Guimarães cita números que demonstram que os bolsistas brasileiros que optam por estudar na França, através do programa de cooperação, superam os que tiveram como destino os Estados Unidos. No ano passado, 1.192 estudantes brasileiros receberam bolsas de estudo para ir à França, ante 946 para os EUA.
Para o presidente do Cofecub, Pierre Jaisson, o sucesso das três décadas de acordo às afinidades que existem entre a França e o Brasil, principalmente na seara das iniciativas científicas passa por um “sentimento de identidade e complementaridade. É um antigo caso de amor entre a França e o Brasil, e uma afinidade de mentalidades latinas. O Brasil está enormemente à altura da França, com seu dinamismo, seu desenvolvimento extremamente rápido e suas potencialidades de pesquisa”, colocou.
“O Capes/Cofecub é a base, o solo para outros projetos de cooperação, e que permite renovar o cenário de pesquisa em ambos os países”, afirmou Pierre Colombier, conselheiro de Cooperação e Ação Cultural da Embaixada da França no Brasil. “É a matriz, que faz com que apareça uma nova geração de pesquisadores”, acrescentou.
(Informações do Serviço de Ação e Cooperação Cultural – Salvador – Antena de Recife) .

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