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"Dado que os humanos modernos evoluíram na África, eles tiveram tempo de acumular mudanças dramáticas" nos genes, explica a principal autora do trabalho, Sarah Rishkoff, da Universidade de Pennsylvania.
As pessoas adaptaram-se a diversos nichos ambientais na África, explicou ela. Por mais de 10 anos, a pesquisadora e uma equipe internacional viajaram pela África coletando amostras para comprara a genética de diversos povos. Trabalhando frequentemente em condições primitivas, eles às vezes tiveram de usar as baterias do carro para ativar os equipamentos, disse ela.
O motivo do trabalho? Sabe-se muito pouco sobre a variação genética nos africanos, um conhecimento que é vital para entender por que algumas doenças têm mais impacto em alguns grupos populacionais que em outros.
Scott M. Williams, da Universidade Vanderbilt, destacou que construir um padrão de variação da suscetibilidade a doenças pode ajudar a determinar quais genes predispõem um grupo a uma moléstia em particular. O novo estudo "oferece uma peça fundamental do quebra-cabeça", disse ele. O trabalho está na edição desta semana da revista Science.
(Fonte: Estadão Online).

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