terça-feira, 28 de maio de 2013

Ruínas de antigas civilizações no Turcomenistão revelam mistérios

A cidade antiga de Gonur-Tepe, descoberta na época da União Soviética, segue revelando os mistérios enterrados durante milênios sob a areia do deserto turcomano de Karakum.

A uma centena de quilômetros da cidade de Mary, as ruínas de Gonur-Tepe atestam o rico patrimônio arqueológico do Turcomenistão, um dos países mais isolados do mundo.
Estende-se sobre 30 hectares, em um vasto labirinto rodeado de altas muralhas.
Cerca de 2 mil anos antes de Jesus Cristo, Gonur-Tepe abrigava um dos povoados mais avançados da Idade do Bronze, e, ao mesmo tempo, um dos mais misteriosos.
A cidade, povoada certamente por milhares de habitantes, era o eixo de uma rede de cidades no delta do rio Murgab, que nasce no Afeganistão e cruza o Turcomenistão.
Coberta por areia e mato, a cidade foi descoberta há mais de 60 anos pelo famoso arqueólogo soviético Viktor Sarianidi, atualmente com 84 anos.
Em casa escavação, os arqueólogos encontram novos objetos de grande qualidade. Seus artesãos eram capazes de modelar o metal, de fabricar adornos em prata e ouro e de esculpir o osso e a pedra.
“Neste ano, Gonur nos reservou uma nova surpresa, um esplêndido mosaico”, comemora uma arqueóloga da equipe, Nadejda Dubova. Data de um período anterior ao da fabricação dos mosaicos pela civilização grega e romana.
“É surpreendente ver até que ponto esta gente possuía técnicas avançadas. Os mestres aprenderam a trabalhar a pedra natural, a uma temperatura alta para que ficasse mais fácil, e depois a esquentavam novamente para que se conservasse por mais tempo”, explicou.
Merv, a 30 km de Mary, é outra cidade da região que mostra o avanço dos povos de então.
Construída na época do Império Persa Aquemênida, Merv caiu em desgraça depois de ser saqueada pelos mongóis em 1221.
Mas, diferentemente de Gonur-Tepe, Merv foi descoberta na época dos czares, quando o Turcomenistão era uma retaguarda longínqua do Império russo. A cidade forma parte do patrimônio mundial da Unesco desde 1999.
O mausoléu do sultão Sandjar é um de seus principais tesouros, com sua cúpula de 17 metros de diâmetro. 
(Fonte: G1)