sexta-feira, 31 de maio de 2013

Europa suspende uso de pesticidas nocivos às abelhas

Com o respaldo de 15 países membros, a Comissão Europeia proibiu por 2 anos o uso de 3 pesticidas apontados como responsáveis pelo desaparecimento de abelhas, um problema que afeta a produção de alimentos, já que são elas as responsáveis por pelo menos 73% da polinização das plantas, de acordo com estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), publicado em 2004.

Abelhas: essencial para a produção de alimentos. Foto: wikimédia

A moratória começará a valer em 1º de dezembro deste ano. O anúncio foi feito e proíbe a comercialização de pesticidas à base de clotianidina, imidacloprid e tiametoxam. Oito países votaram contra a suspensão dos agrotóxicos e 4 se abstiveram.

As 3 substâncias poderão ser usadas apenas em plantações que não atraem abelhas ou outros polinizadores. A suspensão do uso foi baseada num relatório da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), após concluir que os agrotóxicos analisados são um risco para as abelhas e, portanto, deve ter o uso limitado.

Produzidas principalmente pela Bayer, da Alemanha, e a Syngenta, da Suíça, as 3 substâncias são eficientes nos controles de pragas. Os fabricantes se defendem dizendo não haver estudos que comprovem a ligação direta entre o uso das substâncias com o desaparecimento dos polinizadores, conhecido com Desordem de Colapso da Colônia (em inglês, de Colony Collapse Disorder - CCD).

Já os ambientalistas reafirmam a importância da medida para a proteção das abelhas. O grupo Avaaz, que fez a campanha “Emergência Mundial Pelas Abelhas”, em 2011, publicou comunicado comemorando a decisão. Inúmeros protestos foram feitas pedindo a restrinção das substâncias agora proibidas.

Em defesa das abelhas também no Brasil

No Brasil, o Ibama começou a reavaliar 4 agrotóxicos ligados ao desaparecimento de abelhas em julho do ano passado e proibiu a pulverização aérea com Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil.

Por pressão dos produtores rurais, que afirmaram não ter tempo para se adequar a normativa, as regras foram flexibilizadas, com regras especiais para as culturas de soja, trigo, arroz, algodão e cana-de-açúcar. 


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